
13/06/2017
“Se não fosse o teto solar e os mecanismos de reúso de água, não sei se estaríamos ainda em funcionamento”. A frase é de Roberto Santos, diretor da Associação Beneficente Amar, em Vila Isabel, que, assim como a maioria das ONGs, tem passado por dificuldades financeiras para se manter. Após a instalação de placas fotovoltaicas no teto do abrigo, no ano passado, fruto de uma parceria com o movimento Engenheiro Sem Fronteiras, a conta de luz sofreu uma redução drástica. Esse é só um exemplo de uma série de ações sustentáveis que vêm modificando o cotidiano de empresas e instituições na região, e que se tornaram imprescindíveis para o seu futuro.
— Havia meses em que a conta dava R$ 1.500. Hoje pagamos cerca de R$ 70. Foi um grande alívio. O custo desse teto é de R$ 35 mil, inviável para nós. Ainda bem que conseguimos essa parceria — comemora Santos.
Também em parceria com o Engenheiro Sem Fronteiras, foram instaladas uma tubulação que capta água da chuva, há quatro meses; e torneiras com temporizadores, há dois.
— A conta de água oscilava entre R$ 2.700 e R$ 4 mil. Hoje pagamos R$ 900. Essa água da chuva usamos para lavar o pátio e o chão do local. Também conversamos com as crianças para elas evitarem o desperdício quando estão no banho — revela Santos, ressaltando — Só estamos vivos por causa dessas ações, sem dúvida. Além de ser bom para nós, estamos ajudando o meio ambiente e a sociedade, evitando o desperdício de luz e de água.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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