
13/06/2017
As diferenças entre os Estados Unidos e outras economias importantes sobre as mudanças climáticas permanecem amplas e não devem diminuir, disseram neste domingo os ministros do Meio Ambiente do G7.
O grupo de sete ministros da área e outras autoridades estão reunidos em Bolonha para discutir questões envolvendo desde mudanças climáticas até desenvolvimento sustentável e lixo nos oceanos. O encontro acontece dez dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a retirada dos EUA do Acordo de Paris, atraindo críticas de outros líderes mundiais.
“As posições sobre o Acordo de Paris estão muito distantes... e permanecerão assim”, disse o Ministro do Meio Ambiente da Itália (país que detém a presidência do G7 em 2017), Luca Galletti, nos bastidores da reunião.
A ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, disse que todos os sete países concordaram com a necessidade de agir, mas havia decepção sobre a decisão dos EUA de deixar o Acordo de Paris.
“Haverá um comunicado final amanhã que vai diferenciar as opiniões”, disse ela, sem dar detalhes.
Trump disse que o Acordo de Paris prejudicaria a economia norte-americana, custaria empregos e colocaria o país em desvantagem permanente ante seus competidores. A chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, disseram que o Acordo de Paris não pode ser renegociado, pedindo que seus aliados acelerem os esforços para combater o aquecimento global.
Fonte: a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/eua-membros-do-g7-ficam-em-conflito-sobre-clima-em-reuniao-ambiental-21464664" target="_blank">O Globo
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