
13/07/2017
Em novembro de 2016, a arara-canindé Lara foi resgatada, ainda bebê, pela polícia de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, quando era vendida por traficantes de animais. Veja vídeo.
Foram necessários oito meses para que Lara fosse libertada. Nesse período, ela precisou "aprender a ser arara".
"É um processo quase traumático, voltar à liberdade. É como uma pessoa que está presa há muito tempo e precisa descobrir o que fazer sozinha", disse à BBC Brasil Roched Seba, diretor da ONG Instituto Vida Livre.
Lara faz parte de um grupo de 14 araras-canindé e seis tucanos que foram reabilitados pelo Ibama e pelo Instituto Vida Livre, e libertadas próximo a Aragoiânia, Goiás, no último fim de semana.
“A arara-canindé é um problema muito grande no Brasil inteiro, porque elas como são muito numerosas e comuns de serem vendidas como animais de estimação, acabam em feiras, nas casas das pessoas ou abandonadas."
Após o resgate, Lara e outros pássaros foram examinados e tratados na unidade de triagem do Ibama em Seropédica, no Rio.
"Ela chegou bem magrinha e desidratada, mas, como era filhote, a reabilitação foi até mais fácil", disse à BBC Brasil a veterinária Taciana Sherlock, do Ibama, que coordena o projeto.
"O processo pode durar mais de seis meses, a depender do tempo que o animal ficou em cativeiro. Alguns não conseguem mais se reconhecer como araras, de tão domesticados que são. Precisamos isolá-los do contato com humanos."
No centro, os pássaros são submetidos a exames de sangue, coleta de parasitas, e avaliações da estrutura muscular, da integridade das penas e da capacidade de voo.
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