
18/07/2017
A movimentação começou há pelo menos três anos, segundo vizinhos. E, recentemente, tem se intensificado: no momento, um prédio, que já tem quatro andares, cresce à beira da Lagoa da Tijuca, próximo à comunidade da Muzema e em frente a uma ecobarreira. Está ao lado de outras construções recentes, todas dentro da faixa marginal de proteção da lagoa, ou seja, a menos de 30 metros do espelho d‘água, o que põe em risco sua conservação, assim como a fauna e a vegetação ao redor.
Moradores da Barra e dos bairros adjacentes que acompanham de longe o surgimento dos prédios preveem uma piora considerável na já degradada Lagoa da Tijuca, com mais lançamento de esgoto in natura na água.
— Essas construções têm potencial para adicionar mais resíduos à água, que já está extremamente poluída. É um crime ambiental bem na frente de todo mundo, e ninguém faz nada — queixa-se um deles.
Procurada pelo GLOBO-Barra, a Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação informou, por meio de nota, que já existem diversos processos relativos a construções irregulares no local e que as ações administrativas cabíveis estão em curso. Mesmo assim, a pasta enviará uma equipe ao local para avaliar a situação.
Fonte: O Globo
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