
10/08/2017
Quando fala sobre o mangue, o biólogo marinho Luiz Gonzaga repete como um mantra o lema que traduz a sua experiência com a recuperação da vegetação do ecossistema: “É só dar uma forcinha, o resto a natureza faz”. Comprometido com essa filosofia, desde 2010 ele e outros voluntários fincam, um a um, propágulos (ramos de plantas capazes de multiplicá-las) na terra alagadiça à beira das lagoas, principalmente na de Itaipu, para acelerar o desenvolvimento da vegetação de mangue naquele entorno. O resultado que se vê hoje nos lugares tocados por essas iniciativas é inspirador: começa a surgir uma floresta das mais de vinte mil mudas plantadas em diferentes trechos. As áreas recuperadas fazem o campo do Maracanã parecer pequeno.
O mais recente plantio em massa foi feito no mês passado, quando 2.940 propágulos foram colocados por Gonzaga na área da lagoa aos fundos do condomínio Boa Vista, numa área de cinco mil metros quadrados. No maior trecho onde foi feito o reflorestamento, na margem próxima ao Itaqua Soccer, entretanto, foram dezenas as mãos responsáveis pela recuperação. Ali, com apoio e divulgação do Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), dezenas de pessoas se juntaram em mutirões e plantaram 12 mil mudas, numa área descampada com cerca de 50 mil metros quadrados — cinco vezes o campo do Maracanã. Um resultado já visível nas áreas onde as plantas se desenvolveram é a aparição cada vez mais frequente de espécies da fauna.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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