
17/08/2017
Impossível ignorar os bandos de papagaios e periquitos que cruzam a cidade de Norte a Sul. Estardalhaço e cor não lhes faltam. Menos ainda quantidade. Especialistas em aves afirmam que não se trata de mera impressão. Os psitacídeos — denominação que inclui araras, papagaios e periquitos — estão mesmo mais comuns no município do Rio de Janeiro e podem ser encontrados em quase todos os bairros. O que muita gente não percebe é que não se trata de uma, mas de mais de uma dezena de espécies.
— As pessoas chamam todos de maitaca ou maritaca. Mas são várias espécies. Olhar só um bando passar depressa não revela a diversidade delas. Vale tirar um tempo para a observação. São lindas e ninguém vai se arrepender — explica o professor de Biologia da PUC-Rio Henrique Rajão, um dos autores do guia de aves do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Curiosamente, a maritaca-verdadeira (Pionus maximiliani) é uma das menos frequentes. O biólogo Eduardo Maciel diz que há 21 espécies de psitacídeos com registro no município, mas cinco são consideradas extintas. Porém, em 1968, ano de lançamento de “As aves do Rio de Janeiro (Guanabara): lista sistemática anotada”, por Helmut Sick (1910-1991), até hoje o “pai” da ornitologia brasileira, havia apenas nove espécies de psitacídeos. O motivo de a papagaiada ter voltado permanece incerto. Rajão e Maciel acreditam que a redução da caça e do aprisionamento das aves em gaiolas deve ter tido papel fundamental.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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