
29/08/2017
A equipe de biólogos que tenta soltar uma baleia jubarte que está encalhada na localidade do Saco do Pompeba, perto da Restinga de Marambaia, na Baía de Sepetiba, retomou os trabalhos na manhã deste sábado. A maré baixa havia interrompido a ação no início da noite da sexta-feira.
A baleia, que pesa cerca de 20 toneladas, está presa desde a noite de quinta-feira no local. Biólogos que acompanham o trabalho de restagate do cetáceo, que mede cerca de dez metros, estão preocupados com a sobrevivência dele.
Segundo a bióloga Kátia Silva, do Instituto Boto Cinza que está acompanhando a jubarte em Sepetiba, o animal está desorientado por diversos encalhes que vem sofrendo desde a quinta-feira. Ela chegou a desencalhar de madrugada, mas na manhã desta sexta-feira ela voltou a encalhar.
De acordo com Leonardo Flach, nesse período, as jubartes que foram reproduzir em Abrolhos descem para se alimentar na Antártica. Elas vão margeando a costa brasileira, por isso acontecem alguns encalhes ocasionais.
Essa é a terceira baleia que encalha na costa brasileira nesta semana. Na quinta-feira, após passar 24 horas presa na Praia Rasa, em Búzios, uma jubarte conseguiu voltar ao mar após uma grande mobilização popular. O animal, que pesa cerca de 28 toneladas, e mede 13 metros, retornou para a água com a ajuda de uma retroescavadeira e de cordas puxadas por três barcos de pescadores, numa operação que contou com a participação do Corpo de Bombeiros, da Secretaria de Meio Ambiente de Búzios e do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores (MAQUA), do Departamento de Oceanografia da Uerj.
Na Bahia, uma outra baleia que encalhou não teve o mesmo destino. Após ser salvo de um encalha na cidade de Prado, um filhote de jubarte foi encontrado morto. Ele estava debilitado, e teria se afogado.
Fonte: O Globo
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