
31/08/2017
Após três baleias da espécie jubarte encalharem no costa do Estado do Rio em menos de uma semana, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) resolveu criar um protocolo de ação para resgate. Representantes do quadro técnico do órgão se reuniram na segunda-feia com representantes do laboratório Maqua da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), do Aquário Marinho do Rio de Janeiro (AquaRio), e de empresas que atuam nas Baías de Sepetiba e de Ilha Grande para discutir e definir as ações.
"Um grupo de trabalho foi estabelecido para estudar o que pode estar causando essa incidência de baleias encalhadas para, a partir daí, definir um plano de ação para que possamos agir com mais prontidão e eficiência no atendimento e, assim, aumentar as chances de sobrevivência delas”, declarou, em nota, o presidente do Inea, Marcus Lima.
O grupo de trabalho terá como objetivo ainda estudar as possíveis causas dos encalhes que ocorreram desde a quarta-feira da semana passada.
"Temos que tentar entender por que esses animais estão encalhando e morrendo, e tentar identificar as causas. Então, acho que essa primeira reunião foi essencial para tentar definir as estratégias que permitirão direcionar melhor as nossas ações em casos futuros", disse, também em nota, o biólogo Rafael Carvalho, do laboratório Maqua da Uerj.
Em apenas uma semana, três baleias da espécie jubarte encalharam em pontos diferentes da costa do Rio de Janeiro: Búzios, Restinga de Marambaia e Ilha Grande. Nesses episódios, duas foram resgatadas e voltaram para alto mar, e uma morreu. Uma quarta baleia apareceu morta próxima à restinga de Marambaia, no último final de semana. Segundo pesquisadores, ela morreu em alto mar e foi trazida pela maré.
Fonte: O Globo
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