
28/09/2017
A Baía de Guanabara não está morta. Pelo contrário, debaixo de suas águas poluídas, há verdadeiros santuários marinhos. Raias, corais, botos, caranguejos, polvos e tartarugas lutam diariamente para sobreviver em meio a toda carga de sujeira que chega dos 16 municípios do seu entorno. Heróis da resistência, revelam uma biodiversidade que muita gente julga perdida, provas vivas de que ainda há vida na baía. São poucos os que resolvem desbravar esse mundo subaquático, tão rico, mas tão combalido após séculos de descaso. Com poucos recursos e uma câmera na mão, o biólogo-marinho Ricardo Gomes encarou a missão de revelar tesouros nunca antes filmados e, durante um ano e meio, mergulhou pelo estuário, mundialmente reconhecido pela ONU como Paisagem Cultural da Humanidade.
Do costão do Pão de Açúcar, passando pelas ilhas de Paquetá e do Governador, até a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, Gomes registrou momentos únicos e deslumbrantes, que resultaram no documentário “Baía Urbana”. Exibido em julho na abertura da primeira Conferência sobre os Oceanos da ONU, em Nova York, o filme chega agora ao Brasil. Sua estreia está marcada para a próxima quarta-feira no Espaço Itaú de Cinema, em Botafogo, numa sessão organizada pelo festival de cinema Filmambiente, que será realizado em novembro.
Entre as maiores riquezas mostrada no documentário, está a diversidade de raias, um dos principais atrativos do turismo subaquático do mundo.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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