
03/10/2017
Ilhados entre o entorno verde que faz parte da zona de amortecimento do Parque Nacional da Tijuca — como são chamadas as áreas que ficam a até três quilômetros da reserva —, nos número 1.799 e 1.219 da Estrada de Jacarepaguá, destacam-se dois espaços áridos, consequência de desmatamento ilegal. Os dois terrenos foram inspecionados na manhã da quinta-feira passada, Dia da Árvore, quando agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizaram uma operação nessas e em outras quatro áreas no Itanhangá. Parceria do órgão com a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e a UFRJ/Coppetec, a operação é resultado do projeto Olho no Verde, que desde o início do ano passado monitora semanalmente, via satélite, os pontos onde ainda resta vegetação da Mata Atlântica. A meta, ambiciosa, é zerar o desmatamento até 2018 em todo o Rio de Janeiro. No dia 21, foram realizadas 29 vistorias no estado; e em 23, constatadas irregularidades.
Agente da Coordenadoria da Fiscalização do Inea chegaram por volta das 10h30m ao número 1.799, onde encontraram uma retroescavadeira que, supostamente, foi aos poucos destruindo a vegetação, a fim de ganhar mais espaço para acomodar o material de obra e o lixo que se espalham na área de cerca de cinco mil metros quadrados. Próximo à entrada, havia uma pequena casa, onde foram encontrados capacetes de obra e cimento. Não havia ninguém no local no momento da operação, que contou com apoio do Comando de Policiamento Ambiental.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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