
10/10/2017
Aviso aos cariocas: se durante uma caminhada pela Avenida Mem de Sá, no Centro, o pedestre comprar um picolé, deve se preparar para guardar o papel e o palito no bolso e levá-los para casa. Entre os Arcos Lapa — um dos pontos mais movimentados da região — e a Praça Cruz Vermelha, não há sequer uma lixeira nas ruas. Em outro trajeto, lugar para depositar o lixo não falta, mas, em geral, está em situação precária, quase um “lixo”. Nos cerca de 3,5 quilômetros da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, por exemplo, são 71 papeleiras (37 do lado esquerdo da via), só que muitas estão quebradas, e é possível perceber que outras tantas foram arrancadas dos postes porque há quarteirões inteiros sem uma “laranjinha”.
Na Avenida Amaro Cavalcante, no Engenho de Dentro, as poucas papeleiras que restaram estão danificadas, imundas ou com resíduos transbordando. Na semana em que a Comlurb divulgou o balanço do número de pessoas multadas pelo Programa Lixo Zero — foram 233 mil infrações em quatro anos e 30.365 pessoas entre janeiro e setembro de 2017 —, a dificuldade de se encontrar uma “laranjinha” nas ruas da cidade, principalmente em bom estado, vem sendo apontada como mais um sinal de queda na qualidade dos serviços da empresa.
— A sensação que a gente tem é que o Rio está mais sujo e que a manutenção feita pela Comlurb, que sempre foi reconhecida como uma empresa boa, anda deixando muito a desejar.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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