
14/11/2017
Após três anos de estabilidade, a concentração de dióxido de carbono atmosférico atingiu 403 partes por milhão em 2016 e deverá aumentar em 2,5 partes por milhão em 2017. Até o final de 2017, as emissões globais devem aumentar 2% em relação ao ano anterior.
Como a emissão de gases é um dos principais fatores que levam ao aquecimento global, a notícia vai na contramão das metas do Acordo de Paris -- pacto estabelecido em 2015 por 195 países. O objetivo era conter o aumento da temperatura do planeta em menos de 2º C.
Os dados são de relatório do Global Carbon Project, organização que monitora as emissões de CO2 no mundo e é encabeçada por várias instituições e especialistas ligados aos efeitos das mudanças climáticas.
A notícia também foi destacada em comentário da "Nature Climate Change" e publicada simultaneamente em artigos no "Environmental Research Letters" e no "Earth System Science Data" desta segunda-feira (13).
O relatório prevê ainda que as emissões globais de combustíveis fósseis atinjam um recorde de 37 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em 2017, com as emissões totais atingindo 41 bilhões de toneladas, incluindo o desmatamento.
A informação é consistente com notícia recente de que as concentrações de CO2 são agora 145% mais altas que em níveis pré-industriais (antes de 1750).
A divulgação dos dados também ocorre em meio a COP-23, a conferência do clima da ONU que estuda reduzir as emissões de gases do efeito estufa para conter o aquecimento global. Uma das missões da conferência é avançar nas metas estipuladas no Acordo de Paris.
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