
20/02/2018
Com o objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, Cingapura passará a cobrar imposto sobre o carbono jogado no ar pelas indústrias a partir do próximo ano. Segundo o governo local, a iniciativa busca tornar as empresas nacionais mais competitivas, à medida que os acordos globais sobre mudanças climáticas passem a ter efeito.
O ministro das Finanças, Heng Swee Keat, disse que o imposto seria cobrado de todas as instalações que produzam 25 mil toneladas ou mais de gases do efeito estufa por ano. O imposto, a ser aplicado em todos os setores, será de 5 dólares de Cingapura por tonelada de gases emitidos de 2019 a 2023. Após o período, a taxa será revisada e possivelmente aumentada para um valor entre 10 e 15 dólares de Cingapura por tonelada.
"Cingapura produz menos emissões de carbono por dólar do PIB do que a maioria dos países", disse o representante, ao revelar a medida como parte do orçamento de 2018. "Pretendemos reduzir ainda mais a nossa intensidade de emissões para fazer um esforço maior para combater as mudanças climáticas", afirmou.
As principais economias têm lutado para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em meio a avisos dos cientistas sobre os impactos potencialmente devastadores das mudanças climáticas. O passo mais notável foi o Acordo de Paris, assinado em 2015 por 197 países.
A imposição afetará cerca de 30 a 40 empresas, principalmente dos setores de refino de petróleo, produtos químicos e semicondutores, como informou o Straits Times. Cingapura ocupa o 26º lugar em 142 países em termos de emissões per capita, com base nos dados mais recentes da Agência Internacional de Energia, em grande parte devido ao seu pequeno tamanho e população densa, de acordo com o governo.
Heng disse que o novo imposto sobre o carbono incentivaria as empresas a tomar medidas para reduzir as emissões, tornando-as mais competitivas à medida em que os limites são impostos por mais países quando os acordos internacionais entrarem em vigor.
O governo apoiaria as empresas para ajudá-las a tornarem-se eficientes em termos energéticos, acrescentou. Cingapura espera coletar receitas de impostos sobre o carbono de quase US$ 1 bilhão nos primeiros cinco anos, mas o governo está disposto a gastar mais do que isso para ajudar as empresas, disse Heng.
Fonte: O Globo
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