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Programa baleeiro japonês mata 122 baleias grávidas

05/06/2018

Alegando fins científicos, navios baleeiros japoneses caçaram 333 baleias minke na última expedição ao Oceano Antártico, durante o último verão. Destas 181 eram fêmeas, incluindo 53 animais imaturos. Das 128 baleias fêmeas adultas, 122 estavam grávidas, revela um relatório técnico apresentado à Comissão Baleeira Internacional. Para ambientalistas, o documento é mais uma evidência do “abominável” programa baleeiro nipônico.
“A matança de 122 baleias grávidas é uma estatística chocante e uma triste acusação contra a caça às baleias promovida pelo Japão”, afirmou Alexia Wellbelove, da ONG Humane Society International, em comunicado. “É mais uma demonstração, se preciso, da natureza horrível e desnecessária das operações baleeiras, especialmente quando pesquisas não letais se mostram suficientes para as necessidades científicas.
Em 2014, a corte internacional de justiça ordenou a suspensão da caça anual de baleias no Oceano Antártico, após considerar que o programa japonês, conhecido como Jarpa II, não possuía propósitos científicos. Dois anos depois, o Japão apresentou um novo programa, incluindo a redução da cota para um terço do que era praticado antes da proibição.
O relatório apresentado à Comissão Baleeira Internacional foi preparado por representantes do Instituto de Pesquisas de Cetáceos, uma agência de pesquisas associada ao Ministério da Pesca japonês, junto com pessoal da Universidade Tóquio de Ciência e Tecnologia Marinha e da companhia de processamento de pescados Kyodo Senpaku.
“Uma ou duas baleias minke foram escolhidas aleatoriamente de cada grupo avistado usando arpões de penetração com uma granada de 30 gramas”, explica o relatório, ao relatar como a caça é praticada. “As baleias da amostra foram transportadas imediatamente para o navio base de pesquisas, onde foram realizadas medições biológicas e retiradas amostras”.
Na apresentação do novo programa baleeiro, o Ministério da Pesca do Japão alegou que a prática é necessária para estudar os melhores métodos de manejo das populações de baleias minke.
“A matança continuada de qualquer baleia é abominável para a sociedade moderna, mas esses nossos números a tornam ainda mais chocante”, afirmou Alexia. “Nós pedimos que a Austrália e outros países em prol da conservação que enviem a mensagem mais forte possível para que o Japão pare com seus programas baleeiros letais”.

Fonte: O Globo

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