
03/07/2018
O uso de bactérias promotoras do crescimento de plantas em gramíneas já está sendo desenvolvido por alguns grupos de pesquisa no Brasil, mas ainda há necessidade de aprofundamento e abrangência sobre outros enfoques da produção agrícola. É o que está fazendo Fabiano Gama de Sousa, coordenador do projeto Adição de inoculante com Azospirillum brasilense combinado com níveis de nitrogênio para a produção de grãos e silagem de milho, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Colorado do Oeste, Sousa recebeu recursos financeiros por meio da Chamada CNPq/VALE S.A N° 05/2012 para o desenvolvimento do projeto que aponta que as bactérias benéficas à cultura do milho, como o Azospirillum brasilense, podem trazer ganhos consistentes para o agricultor sem a necessidade de grandes investimentos com fertilizantes químicos, particularmente os nitrogenados.
Elas também promovem o crescimento de plantas pela produção de hormônios vegetais e disponibilização de outros nutrientes como o fósforo. Segundo o professor Fabiano, essas bactérias são organismos capazes de fixar nitrogênio atmosférico (N2), ou seja, eles são capazes de transformar o nitrogênio de uma forma não disponível (N2) em uma forma disponível (amônio - NH4+).
Sousa ressalta que o produtor rural deve utilizar inoculante comercial com Azospirillum brasilense para aumentar a produtividade e melhorar a sanidade do milho para a produção de silagem. O uso desse produto permite reduzir o uso da adubação nitrogenada em até 50% e aumenta a rendimento da parte aérea do milho. "O inoculante é um produto que favorece a produção sustentável da cultura do milho com fabricação de alimentos com melhor qualidade para os animais. Este produto possibilita reduzir o custo de produção da cultura e tornar a sua produção com menor dependência dos adubos nitrogenados, como a uréia e o sulfato de amônio", explica o professor.
A relação simbiótica entre bactérias da qual faz parte o Azospirillum brasilense com as gramíneas tem favorecido a redução da utilização de fertilizantes químicos, principalmente os nitrogenados. Essas bactérias são promotoras do crescimento de plantas ao estimular a capacidade de fixação biológica do nitrogênio. Sousa explica que a adição de inoculantes com bactérias Azospirillum brasilense tem sido empregadas nas culturas do milho, trigo e arroz, substituindo parcialmente o fornecimento de nitrogênio para as plantas, diminuindo a dependência dos fertilizantes químicos, que normalmente dificultam a viabilidade econômica da produção agrícola em virtude dos altos custos. "Ademais, os agricultores familiares, geralmente descapitalizados, apresentam dificuldade em se manter na atividade agropecuária devido a carência de incentivos e de tecnologias de fácil acesso", aponta.
Saiba mais no site do CNPq
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