
30/07/2018
Uma equipe da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) especializada em técnicas de rapel, integrada por 16 garis, intensificou o trabalho de combate ao despejo irregular de lixo em encostas. Divididos em duas turmas, eles já percorreram este ano 110 pontos da cidade, de onde foram retiradas 213 toneladas de entulho.
O rapel foi instituído na Clin há mais de dez anos como ação preventiva. Considerada de risco, a atividade feita por garis treinados anualmente pelo Corpo de Bombeiros vem ganhando reforço, à medida que os pontos de despejo irregular aumentam. Em 2017, a equipe atuou em cem encostas e recolheu mais de 495 toneladas de lixo.
Segundo Washington Ricardo Maia Gouveia, chefe da divisão de encostas da companhia, os profissionais também realizam serviços de capina e roçada.
— Estamos atuando diariamente com duas equipes, divididas em dois pontos diferentes, para dar conta. Nosso maior trabalho, em que pesem os riscos, é conscientizar as pessoas sobre os problemas que esse tipo de despejo pode causar — diz Gouveia.
Na última quarta-feira, O GLOBO-Niterói acompanhou o trabalho de uma das equipes que fez a limpeza de uma encosta da comunidade do Peixe Galo, em Jurujuba. Enquanto parte da equipe interrompia o trânsito de veículos na Avenida Carlos Ermelindo Marins, como medida de segurança, dois garis pendurados na encosta por uma corda jogavam sacos de lixo amarrados, pedaços de madeira e peças de eletrodomésticos para baixo. Ali outros profissionais recolhiam o que era arremessado.
— As comunidades do Peixe Galo; do Serrão, no Cubango; e o Buraco do Boi, no Barreto, são os locais com maior acúmulo de lixo e entulho. Temos que fazer o serviço toda semana — conta Gouveia.
Só na encosta do Peixe Galo a Clin já removeu, este ano, mais de 11 toneladas de lixo. Este mês foram retiradas de lá 1,4 toneladas de entulho.
Quem for flagrado despejando lixo irregularmente pode ser preso. O código penal prevê pena de seis meses a um ano para infratores de leis ambientais, e a legislação municipal impõe multa de R$ 1.502,34 por descarte de resíduo ou entulho em logradouros públicos.
No último dia 11, O GLOBO-Niterói flagrou outro ato de despejo irregular de lixo. Homens num caminhão que estava com a placa coberta lançavam móveis e objetos às margens da Lagoa de Piratininga, dentro da área do Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit). O veículo estava identificado com adesivos da empresa Russo’s Locações, que está sendo investigada. Segundo a prefeitura, a Secretaria municipal de Meio Ambiente “abriu um processo administrativo para identificar o infrator e tomar as providências cabíveis”.
Fonte: O Globo
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