UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Obra de arte é resgatada na Floresta da Tijuca

13/09/2018

Uma obra de arte contemporânea em estado de deterioração foi reencontrada no meio de uma trilha na Floresta da Tijuca em junho passado e acaba de ser reinaugurada. Após anos de esquecimento, “Aion” (o nome é referência a um dos deuses gregos do tempo), criada pela artista plástica Lia do Rio, foi redescoberta pelo guia Anderson Ribeiro. A obra, inaugurada em 1997, é composta por uma frase feita de pedra, com os dizeres “O tempo não passa”, que rodeiam o tronco de uma árvore secular.
Montanhista há 20 anos e guia de turismo há sete, Ribeiro faz parte da comissão executiva da Trilha Transcarioca, sendo um dos responsáveis pela manutenção do trecho que passa pelo setor Floresta da Tijuca do Parque Nacional da Tijuca (PNT). O trecho, de cerca de seis quilômetros, engloba pontos históricos importantes, entre eles construções da época dos escravos, a Capela Mayrink e o Alto do Cruzeiro, local onde está a obra “Aion”, próximo ao Centro de Visitantes e ao Recanto dos Pintores.
— A ação do tempo e as intempéries fizeram com que os dizeres fossem afundando na terra. Já não dava para ler direito a frase e muitos guias turísticos estavam dizendo, equivocadamente, que o texto era “O tempo não para”(em referência à música de Cazuza). Chegaram a apelidá-la de “árvore Cazuza”. Nesse momento eu percebi que precisava recuperar a obra e mostrar a sua verdadeira identidade — conta Ribeiro.
Da descoberta à reinauguração, no dia 2 de setembro, foram três meses de trabalho, que contaram com o esforço de voluntários e da equipe de manutenção do PNT.
— A obra estava praticamente invisível, encoberta por plantas e raízes. Entrei em contato com a autora e decidimos reunir um grupo, com monitores, historiadores e gestores do parque, para restaurar esse patrimônio — explica o guia.
Primeiro, o grupo fez uma limpeza no local, tirando a terra e as folhas em decomposição que encobriam parte da obra, sempre respeitando a natureza e sem danificar as raízes. O segundo momento foi a etapa de cimentação, com mão de obra especializada.
— Tornar-me uma arqueóloga do meu próprio trabalho é instigante. Tem a ver com esse tempo, sempre presente. E saber que a obra pode ser novamente um ponto turístico está sendo muito gratificante — comemora Lia do Rio, bacharel pela Escola Nacional de Belas Artes da UFRJ com pós-graduação em Arte e Filosofia e em Filosofia Antiga.

Fonte: O Globoi

Novidades

VÍDEO: baleia franca e filhote ´dançam´ em flagra de fotógrafo no Arpoador

06/08/2026

Uma baleia franca e seu filhote foram flagrados pelo fotógrafo Gabriel Klabin no Arpoador, Zona Sul ...

Após ´alerta severo´ da Defesa Civil, entenda se ciclone bomba pode atingir o Rio

06/08/2026

O alerta severo disparado pela Defesa Civil da cidade do Rio por volta das 5h da manhã desta quarta-...

Especialistas indígenas preservam abelhas nativas sem ferrão em SP e fazem alerta

06/08/2026

Marcio Karai acomoda-se sobre um tronco de árvore perto de sua casa, nos arredores de São Paulo, e p...

Turismo de avistamento de baleias tem regras, e especialistas defendem melhor fiscalização

06/08/2026

Em meio à expansão do avistamento de baleias-jubarte no litoral paulista, uma cena chamou a atenção ...

Baleia-jubarte passa debaixo de caiaque e surpreende grupo no ES: ´Achei que ia me derrubar´, diz instrutor; assista VÍDEO

06/08/2026

Uma baleia-jubarte surpreendeu um grupo de praticantes de caiaque durante um passeio no início da ma...

Embalagem flexível é principal rejeito em cooperativas de reciclagem

06/08/2026

Numa cooperativa de reciclagem, rejeito não é sinônimo de lixo comum, é o material que chega, é tria...