
18/12/2018
O gestor ambiental, como o próprio nome já sugere, tem o papel de administrar os recursos naturais – solo, água, ar, fauna e flora – e conciliá-los aos interesses do setor público ou privado, garantindo práticas sustentáveis.
O profissional pode, por exemplo, planejar e gerenciar atividades que diagnostiquem o impacto que uma empresa causa na natureza. “Isso pode ocorrer por meio de tarefas como o monitoramento da emissão de poluentes na atmosfera, as formas de consumo de energia ou o acompanhamento do tratamento do esgoto”, explica Renan Felicio dos Reis, coordenador do curso de tecnologia em gestão ambiental do Instituto Federal São Paulo (IFSP), na unidade de São Roque.
Outra área de atuação do profissional é no licenciamento ambiental. Pela Política Nacional de Meio Ambiente, algumas atividades só podem ser exercidas após ficar comprovado que não prejudicarão os recursos físicos, biológicos e socioculturais da região do empreendimento.
Extração de minerais, fábricas de aço, postos de gasolina, agropecuária, biotecnologia, turismo, estações de água e fábricas de alimentos, por exemplo, precisam ser licenciadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O gestor ambiental pode coordenar as equipes multidisciplinares- com geólogos, arquitetos, biólogos e engenheiros - que farão essa fiscalização.
Existe também a possibilidade de trabalhar em consultorias ambientais. As empresas dessa área fazem a análise de riscos que o empreendimento pode oferecer à natureza, auxiliam nos procedimentos necessários para o licenciamento, pensam em projetos de sustentabilidade e fazem o gerenciamento dos resíduos.
Além disso, o gestor ambiental pode seguir a área acadêmica, ministrando aulas em universidades e fazendo pesquisas, e organizar projetos de educação ambiental em escolas e comunidades. Consegue também atuar em ONGs, institutos de pesquisa e empreendimentos de agricultura familiar.
O curso abrange conhecimentos como recuperação de áreas degradadas, gestão de recursos hídricos, energia, auditoria ambiental, cartografia, qualidade e controle da água, do ar e do solo, avaliação do impacto ambiental e licenciamento.
“Para se chegar a esses conteúdos mais específicos, o curso ensina noções gerais de geologia, sensoriamento remoto, climatologia, sociedade e meio ambiente. Há disciplinas de ecologia, biologia geral, química aplicada, segurança e saúde, educação ambiental e estatística”, afirma Simone Kapusta, coordenadora de gestão ambiental no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), na unidade de Porto Alegre.
A matéria pode ser lida no G1
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