
20/12/2018
Após encontrarem dois fósseis em boas condições em Pequim, cientistas chineses concluíram que pterossauros tinham penas. De acordo com um estudo publicado na revista Nature Ecology & Evolution, a espécie de réptil voador era coberta não somente de um, mas de quatro tipos de penas:
— Os pterossauros tinham quatro estruturas diferentes de penas: filamentos simples, como cabelos, feixes de filamentos, filamentos em topetes e, enfim, plumas — afirmou o professor de paleotonlogia da Univerisidade de Nanjing, Baoyu Jiang.
De acordo com a equipe de Jiang, responsável pela descoberta, as penas dos pterossauros serviam para isolar a temperatura dos répteis, além de proporcionar maior sensoriamento tátil e facilitar o voo. A partir de uma análise de melanina de um dos fosséis, concluiu-se que as penas tinham um tom castanho-avermelhado — levantando a hipótese de que elas também serviam para camuflagem.
Pterossauros viveram nos períodos Triássico e Cretácio, há cerca de 230 a 66 milhões de anos. Apesar de serem representados como répteis carecas, pterossauros tinham pelos chamados de "picnofibras". Até a descoberta dos pesquisadores, acreditava-se que essas fibras eram diferentes das penas encontradas em dinossauros nonavianos e pássaros.
— Esses quatro tipos de penas também foram encontrados em dois dos maiores grupos de dinossauros: os ornitísquios, que eram herbívoros, e os terópodes, que eram carnívoros e são ancestrais dos pássaros — explicou Jiang.
Segundo os cientistas, existe a possibilidade de pterossauros e dinossauros terem um ancestral em comum com penas. No entanto, também é provável que as penas tenham surgido espontaneamente em pterossauros e alguns tipos de dinossauros. Para os paleontólogos, o próximo passo é descobrir se crocodilos ancestrais também tinham penas.
Fonte: O Globo
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