
29/01/2019
O Museu Nacional inaugurou, durante coletiva no dia 16, a exposição Quando Nem Tudo era Gelo - Novas Descobertas no Continente Antártico, no Centro Cultural Museu Casa da Moeda do Brasil, no Centro do Rio. A exposição, a primeira após o incêndio, no dia 2 de setembro do ano passado, vai apresentar as novas descobertas do Projeto PALEOANTAR, vinculado ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A exposição tem curadoria da paleontóloga Juliana Sayão, bolsista de Produtividade em Pesquisa (PQ) do CNPq, que, junto com o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, também bolsista PQ, coordenou o projeto.
Durante três anos, Juliana liderou as equipes em campo. A pesquisadora destaca a importância dos achados do projeto para contar uma história do continente antártico ainda desconhecida para muitas pessoas. "Nem sempre a Antártica foi congelada. Ela era mais quente e tinha uma fauna e flora completamente diferentes daquelas que a gente encontra hoje. Através dos fósseis resgatados pelo projeto Paleoantar a gente consegue contar essa historia e trazer essa informação para a população", aponta.
Juliana ressalta que as pesquisas são responsáveis, também pela formação de recursos humanos, já tendo levado dois alunos de doutorado cujo foco da tese é entender a paleontologia da Antártica e alunos da iniciação científica. Além disso, estagiários e alunos de graduação, mestrado e doutorado estão envolvidos nas análises dos materiais coletados pelo projeto nos laboratórios da universidade.
Para Kellner, o apoio do Governo Federal, por meio da Marinha, com o apoio logístico; e do CNPq, com o financiamento das pesquisas, é essencial para a pesquisa naquela região, que tem uma importância geopolítica, segundo o pesquisador. "A sociedade brasileira tem que entender que somente quem está fazendo pesquisa científica na região antártica vai definir o futuro do continente. Então, é fundamental que o governo brasileiro continue incentivando o Proantar nas mais diversas áreas do saber", complementa.
A exposição permite que crianças e adultos entendam, de forma didática, através de vídeos, imagens, amostras, réplicas e fósseis, o que acontece na Antártica. Ela tem entrada gratuita a partir desta quinta-feira, 17, e poderá ser visitada até maio.
"Essa exposição, aberta pouco mais de quatro meses depois da tragédia que se abateu sobre a nossa instituição, tem inúmeros significados: é a primeira realizada desde o incêndio, acontece no prédio que foi a primeira sede do Museu Nacional e será uma oportunidade incomparável para o público conhecer uma Antártica apresentada de forma única e surpreendente. Uma experiência inesquecível que inclui os equipamentos originais usados pelos pesquisadores brasileiros", destaca Kellner.
A matéria pode ser lida no site do CNPq
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