
29/01/2019
Quanta poluição cabe num bloco de carnaval? Todo ano milhões de pessoas tomam as ruas na maior festa a céu aberto do país, mas a quantidade de foliões é proporcional ao volume de lixo. A prefeitura do Rio coleta diariamente dez mil toneladas de resíduos em toda a cidade. No carnaval de 2018, foram coletadas 1.076 toneladas de detritos nos blocos, bailes de rua, Sambódromo e entornos em apenas dez dias de festa.
A produção excessiva de lixo não é um problema só para o meio ambiente, mas também atrapalha o conforto de quem quer aproveitar a festa num espaço limpo. Além disso, os resíduos nas ruas e esgotos sobrecarrega a equipe de limpeza urbana, uma situação que pode levar um tempo mais longo do que o feriado para se resolver. Na hora de curtir a folia gerando menos impacto ambiental, vale a pena resgatar aquela fantasia de outros carnavais e aproveitar estas sete dicas sustentáveis.
Glitter e purpurina são acessórios indispensáveis nas produções de carnaval. Estão presentes dos pés à cabeça dos foliões, mas essas micropartículas de brilho são prejudiciais à natureza, em especial à vida marinha. O glitter é feito basicamente de plásticos, metais e químicos que não podem ser reciclados e levam muito tempo para se decompor. Além disso, o seu tamanho minúsculo torna quase impossível a filtragem pelo sistema de tratamento de esgoto. Assim, ele vai do seu corpo direto para os oceanos, se tornando mais um agravante da poluição por “microplásticos”, que afeta drasticamente o ecossistema.
É possível continuar brilhando no carnaval sem poluir o meio ambiente. Muitas marcas já produzem glitter biodegradável a partir de materiais naturais, como o pó de mica. Também é possível fazer o seu próprio glitter ecológico em casa, utilizando sal ou gelatina vegetal.
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