
29/01/2019
Fernando de Noronha é conhecida como paraíso. Mais recentemente, a ilha virou o refúgio queridinho dos famosos, que conjugam o verbo “noronhar-se” em legendas no Instagram. O que as fotos lindas não mostram é que, para se manter um "paraíso", é preciso muito trabalho e cuidado.
Com 100 mil visitantes por ano – recorde alcançado em 2018 -, o arquipélago que pertence a Pernambuco tem de lidar com os impactos desse turismo. Um deles é o lixo.
Noronha, que é um parque nacional, marca a estreia da série "Desafio Natureza" do G1, que terá reportagens especiais sobre as questões ambientais que desafiam esses destinos e dará dicas de como cada um pode ajudar a amenizar esses problemas.
Apesar dos controles típicos de uma área de proteção ambiental, como a limitação do número de visitantes no parque por dia, Noronha ainda tem gargalos quando se trata do tratamento do lixo, assim como acontece em outros lugares do Brasil.
A prometida coleta seletiva ainda não começou por lá, mas o arquipélago se prepara para dar um passo ousado entre os destinos turísticos do país: vetar a entrada de plástico descartável.
Por mês, são coletadas, em média, 220 toneladas de lixo em Noronha, mas este número pode chegar a 280 toneladas em meses como dezembro, quando o número de visitantes aumenta. Só entre o último Natal e o Ano Novo, foram 65 toneladas.
Atualmente, a usina de resíduos sólidos local faz a separação e recicla só uma pequena parte no local: vidro e parte do lixo orgânico. O restante é mandado para Recife, de barco.
Guilherme Rocha, administrador de Noronha designado pelo governo de Pernambuco, afirma que não está nos planos criar uma estação de reciclagem na ilha.
Falta espaço e estrutura para lidar com esta quantidade de lixo, daí a necessidade de mandá-lo para o continente.
Leia a matéria no G1
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