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Microalgas deixam Rio Tietê verde, provocam mortandade de peixes e afastam turistas no noroeste paulista

29/01/2019

A água verde que está surgindo no Rio Tietê em várias cidades no noroeste paulista está provocando a mortandade de peixes e afastando os turistas das casas de veraneio e das prainhas de água doce, fontes de renda de muita gente.
A água que sempre foi limpa e transparente está tomada por microalgas há alguns dias e o rio está irreconhecível em boa parte do interior paulista.
Em Novo Horizonte (SP), pescadores estão preocupados com a quantidade de peixes que apareceram mortos desde que a água ficou com essa coloração e os comerciantes reclamam da ausência de turistas.
O comerciante Dinaldo José Briguenti diz que está assustado com a situação. "A gente que gosta de tirar um fim de semana para vir se divertir, pegar um peixinho, não está coneguindo pegar mais."
A comerciante Claudinéia Mendonça conta que os turistas estão sumindo da cidade. "Era acostumado estar lotado aqui nas férias. Para você ver, está vazio, não tem ninguém, está tudo parado. O que está acontecendo com nosso rio, onde vai parar isso?"
Especialistas em biologia aquática disseram que a água está assim devido à microalgas, que estão se proliferando além do normal por causa da poluição.
No mês passado, em Sabino, a água também ficou com a coloração escura. Na época, a prefeitura recolheu da "prainha" no Rio Tietê mais de uma tonelada de peixes mortos. A maioria das espécies tucunaré e curvina. Em Barbosa (SP), essa é a segunda vez em menos de um mês que a água fica assim.
Segundo a bióloga da Unesp, Thais Garcia da Silva, isso acontece porque as microalgas tiram o oxigênio da água. Outro risco para a vida aquática pe que elas são extremamente tóxicas.
"Essa cianobactéria é produtora de toxinas. Ela é potencialmente tóxica. Essa água está imprópria tanto para consumo humano, seja para banho, para beber, assim como para animais também". A especialista explica que a pesca também não é recomendada.
A equipe da TV TEM percorreu o rio no trecho que passa por Novo Horizonte por cerca de meia hora para mostrar a extensão da "mancha verde". Uma câmera subaquática foi colocada na água para mostrar a situação, mas nada pôde ser visto de tão turva que estava.
Em alguns locais, principalmente perto das encostas, o que chama a atenção é que a água está muito grossa, parecida com um lodo, também tem as microalgas, e o cheiro é insuportável.
Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o problema está sendo causado por poluição e fertilizantes, utilizados na agricultura e que são levados para o rio pela chuva, como explica o gerente Cetesb José Benites de Oliveira.

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