
26/02/2019
Cientistas descobriram uma lua inteiramente nova em nosso próprio Sistema Solar — e ela estava escondida à vista de todos. O satélite natural recém-descoberto, chamado Hipocampo, gira na órbita de Netuno. É a menor lua do planeta, com apenas 34 quilômetros de diâmetro, segundo um estudo publicado esta semana na revista "Nature".
Com essa descoberta, o número de luas de Netuno sobre de 14 para 15.
A Hipocampo — chamada assim em referência ao cavalo marinho da mitologia grega — faz parte do conjunto de sete luas interiores de Netuno e orbita fora do seu sistema de anéis, a cerca de 12 mil quilômetros da órbita de Proteu, o maior dos satélites interiores.
Quando a sonda Voyager 2 passou por Netuno em 1989, tirou fotos de seis pequenas luas orbitando o planeta, mas a Hipocampo passou depercebida. Somente agora a minúscula lua foi identificada e catalogada.
O estudo, liderado pelo Instituto de Pesquisas sobre Inteligência Extraterrestre (SETI), descreve o tamanho e o padrão de órbita deste satélite, o que proporciona novos conhecimentos sobre a sua formação, destacam os autores.
A descoberta só foi possível graças às mais recentes técnicas de processamento de imagens do Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, permitindo que os astrônomos vejam as luas internas, apesar da rápida velocidade com que elas se movimentam em torno de Netuno. Quando a primeira foto de Netuno foi tirada usando essa técnica, em 2004, os cientistas não tinham a capacidade de detectar um objeto tão pequeno que estivesse se movendo tão rapidamente.
Astrônomos dizem que é provável que a Hipocampo tenha sido formada quando fragmentos saíram de Proteu, um satélite natural maior próximo a ela, no momento em que ele foi atingido por um grande cometa.
"Quando esse impacto ocorreu, sem dúvida lançou detritos na órbita em torno de Netuno", escreve a astrônoma Anne J. Verbiscer em um artigo comentando a descoberta.
Assim como a descoberta da Hipocampo, a nova pesquisa publicada na "Nature" também dá novos detalhes sobre outras luas, como a Naiad, a mais interna, que não é vista desde 1989.
Fonte: O Globo
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