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Gigogas ocupam lagoa na Barra da Tijuca após rompimento de ecobarreira

12/03/2019

Uma ecobarreira na Ilha da Gigoia, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, se rompeu há uma semana e as gigogas tomaram conta das águas e dos canais.
As plantas sinalizam a poluição e crescem onde há esgoto porque tentam limpar o ambiente. Biólogos alertam que se a água estiver muito poluída, mais rápida vai ser a reprodução das plantas.
Os moradores reclamam dos mosquitos e os barqueiros dos risco para pilotar desviando da vegetação.
No canal do Rio Morto, no Recreio dos Bandeirantes, o problema é antigo. As gigogas tomam conta de boa parte do espelho d´água e, em alguns trechos, o rio desaparece.
A vegetação também atrapalha a drenagem da água e quando chove acaba provocando alagamentos.
De acordo com os barqueiros do Canal do Marapendi contaram que a ecobarreira se rompeu no domingo passado (2). Desde então, as gigogas estão invadindo o canal. Além das gigogas, ainda tem o lixo que entra por lá.
“Às vezes, nem está chovendo e está vindo lixo. Dentro da sacola, agarra no motor, aí tem que tirar. Eu tiro do motor e boto pra dentro do barco pra depois jogar no lixo, mas tem gente que tira e coloca na lagoa de novo”, explica o barqueiro Lucas Pereira.
Na Ilha da Gigoia, as plantas ainda dificultam o trabalho dos barqueiros que precisam pilotar desviando da vegetação.
“É complicado. Fica agarrando na hélice do motor e toda hora tem que ficar levantando o motor pra tirar a gigoga”, completou Lucas.
“Atrapalha muito porque enrola muito na hélice, temos que ficar levantando o motor, parando o barco. Está o maior sacrifício pra gente trabalhar aqui no dia a dia”, disse o barqueiro Ricardo Cruz.
O Instituto Estadual do Ambiente disse que fez vistorias recentes nas lagoas da Barra da Tijuca e que está fazendo um projeto para instalar ecobarreiras nos rios que deságuam nelas. Segundo o órgão, assim poderá impedir a chegada de lixo e gigogas.
A Comlurb informou que mandoy equipes ainda nesta segunda-feira (11) para ver a situação no local.

Fonte: G1

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