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Saiba quais mudanças de hábito simples podem gerar grande economia de água

26/03/2019

Em 2014, a crise hídrica que afetou o estado de São Paulo provocou críticas da ONU e mudou hábitos dos moradores. Acompanhar os índices dos reservatórios de água passou a ser um comportamento natural. Anos depois, muitas das lições aprendidas ali parecem ter sido esquecidas.
— Tivemos que mudar nossos hábitos de consumo e a forma como utilizamos a água. O problema é que todo o engajamento daquele período perdeu força nos últimos anos — lamenta Renata Saviano, do grupo Reservágua. — Se ele tivesse continuado, o risco de vivermos novamente um outro ciclo de restrição diminuiria.
De acordo com a ativista, setores como agricultura e indústria são responsáveis por grande parte do consumo de água. Mas isso não isenta as pessoas de fazerem a sua parte. Pequenos atos do cotidiano impactam na preservação.
— É necessário criticar o uso indiscriminado e não sustentável da água por setores econômicos, mas a conscientização também passa pelo uso diário e doméstico. É preciso entender que existem mecanismos para diminuir o grande volume de água utilizado e não reaproveitado no banho, na lavagem de roupas e na limpeza de casa — aponta Saviano.
Para se engajar na luta contra o desperdício, basta seguir algumas dicas simples. Um exemplo: um banho de 15 minutos com a ducha aberta o tempo inteiro gera um gasto de quase 135 litros de água. Se você diminuir o tempo no chuveiro para cinco minutos e fechar a torneira na hora de se ensaboar e de passar o xampu, seu consumo cai para 45 litros.
Na cozinha, a dica é limpar os restos de comida dos pratos e panelas com um papel ou uma esponja, antes de molhá-los. Feche a torneira na hora de passar o detergente e abra novamente para enxague. Em 15 minutos, lavando a louça com a torneira meio aberta, são utilizados 117 litros de água. Com essas medidas, o consumo pode chegar a 20 litros — uma economia de 97 litros.
— São hábitos que não interferem na higiene e podem até ser mais saudáveis — defende Renata Saviano.


Fonte: O Globo

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