
26/03/2019
Moradores de um condomínio de casas na rua Pacheco Leão, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro, alertaram a prefeitura sobre vários casos de dengue e chikungunya na região. Segundo informações dos condôminos, 22 pessoas foram picadas por mosquitos Aedes aegypti contaminados com uma das duas doenças.
O G1 esteve no condomínio na última sexta-feira (22) e encontrou possíveis focos de criadouros do mosquito. Vasos de plantas com larvas, bromélias com água parada e muitos mosquitos foram encontrados pela reportagem (veja o vídeo acima).
A região é cercada pela Floresta da Tijuca e praticamente todas as 150 casas do local possuem jardim e piscina. No interior do condomínio também existem dois terrenos vazios e mais três casas em obra, o que dificulta o combate aos transmissores das doenças.
"Esse surto de chikungunya assustou bastante a comunidade do condomínio. O síndico e a esposa estão infectados. O número de casos relatados até o momento são mais de 20 pessoas infectadas, em 15 casas diferentes. Tudo começou na semana passada", contou Marcos Avila, morador do condomínio há mais de oito anos.
Além dos moradores, cinco funcionários do conjunto de casas também foram infectados recentemente. O porteiro Marcos Pereira disse que só ele já pegou dengue três vezes, nos 18 anos que trabalha no condomínio.
"A primeira vez que eu peguei foi em 2002, logo depois que eu comecei a trabalhar aqui. A segunda vez foi em 2016 e agora esse ano. Os sintomas começaram no meio da madrugada, quando eu comecei a sentir calafrios e dores no corpo. Levantei umas 5h da manhã e fui para o posto de saúde. O médico me examinou e disse que eu estava com dengue", disse Marcos, que precisou ficar em casa por cinco dias de repouso.
Para a infectologista Otilia Lupi, doutora em medicina tropical, doenças febris agudas e dengue pela Fiocruz, esse surto de dengue teve início em dezembro do ano passado.
"Esses surtos acontecem por conta da volta da circulação de um sorotipo que não circulava desde 2002. Nós já estávamos esperando a volta desse sorotipo por conta do tempo que ele ficou afastado", disse Otilia.
A matéria na íntegra pode ser lida no G1
Erosão na Praia da Macumba: abaixo-assinado pede solução definitiva
04/08/2026
Busca por imóveis com certificação sustentável cresce em Curitiba
04/08/2026
Cooperativa mineira gera renda para agricultores que preservam o cerrado
04/08/2026
Araras-vermelhas dão ´beijo´ em topo de árvore e encantam moradora de MS
04/08/2026
Ilha que recebeu navios de cruzeiros é esquecida após COP30
04/08/2026
Plástico retirado de rios amazônicos vira material para construção civil
04/08/2026
