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Novas ações do Brasil em acordo do clima dependem de compensação financeira, diz ministro

28/03/2019

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta quarta-feira (27) que, para o Brasil adotar novas medidas no Acordo do Clima de Paris, deve receber compensações financeiras por medidas já em andamento.
Salles participou de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente no Senado, na qual falou sobre os programas prioritários da pasta que chefia.
O Acordo de Paris foi assinado por 195 líderes mundiais em 2015 e prevê que países devem reduzir a emissão de gases do efeito estufa de forma a manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC até o fim do século.
Segundo o ministro, dos US$ 100 bilhões prometidos a países em desenvolvimento pela adoção de ações de enfrentamento ao aquecimento global, “apenas US$ 1 bilhão” foi disponibilizado ao Brasil, país “que mais preserva”.
“Temos várias medidas em andamento. Medidas que têm origem no setor industrial e que contribuem para o atingimento da meta brasileira, da NDC [Contribuição Nacionalmente Determinada, na sigla, em inglês]. Temos medidas do setor agropecuário que também contribuem para o atingimento da meta; medidas do setor de transporte. Medidas essas todas que estão em andamento e continuarão em andamento”, disse Salles.
“O que nós temos defendido é que novas medidas – adicionais àquelas que já foram entabuladas e, de certa forma, incorporadas pelos diversos setores tanto público quanto privado – novas medidas requerem a demonstração da compensação financeira decorrente dessas ações que já estão em andamento”, completou o ministro.
Salles acrescentou que, para o Brasil implementar “algo mais auspicioso” do que já foi comprometido, o país precisa que as compensações aconteçam.
Durante a campanha presidencial, o então candidato Jair Bolsonaro chegou a declarar que o Brasil poderia deixar o Acordo de Paris. À época, Bolsonaro avaliou que o Brasil paga um preço “caro” para atender às exigências e que o acordo pode ferir a soberania brasileira.
Em janeiro deste ano, depois de eleito, o próprio Bolsonaro afirmou que, por ora, o Brasil não vai deixar Acordo de Paris.

Leia a matéria no G1

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