
04/04/2019
A Polícia Federal divulgou, nesta quinta-feira (4), o laudo do incêndio que destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, no ano passado. Segundo Carlos Alberto Trindade, perito especialista em incêndio, o primeiro sinal de fumaça foi identificado às 19h13. "O fogo começou no auditório e no pavimento térreo", afirmou Trindade.
Identificado o local onde teve início o fogo, ¾ do prédio foram liberados pelos peritos para o resgate de peças, reservando a área do auditório e suas adjacências para que os peritos continuassem investigando as causas do incêndio.
Todo o material do auditório foi retirado lentamente, para que fossem vasculhadas peças do acervo. Com o espaço vazio, os peritos identificaram toda a rede elétrica e equipamentos elétricos da área, foco principal da investigação até então.
Ainda de acordo com Trindade, testes foram feitos no piso do auditório com matérias combustíveis distintos, como álcool, gasolina e diesel. Segundo o perito Carlos Trindade, o objetivo era confrontar as marcas provocadas no piso pelas chamas geradas com esses materiais com as que foram formadas após o incêndio. “Não identificamos nenhuma marca provocada por material propagador de chama”, afirmou.
No entanto, o delegado Paulo Telles, responsável pela investigação, disse que não vai informar hoje se houve ação dolosa no incêndio que destruiu o Museu Nacional, pois ainda há diligências em andamento.
O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Saad, que abriu a coletiva, destacou que as investigações só tiveram início depois de garantida a segurança do prédio. Peritos de vários estados foram enviados ao Rio para o trabalho pericial.
“A investigação contou com técnica muito modernas que puderam de fato apontar as causas do incêndio”, afirmou Saadui.
O primeiro passo da perícia foi registrar imagens do museu. "Foram feitas centenas e centenas de imagens", enfatizou.
Rocha explicou que havia riscos para o trabalho dos peritos, e registrar a situação do prédio após controladas as chamas era fundamental, já que havia risco de colapso de toda a estrutura.
Foi feita uma ortofoto com drone, uma imagem que sobrepõem, segundo o perito, mais de mil fotografias de alta resolução que permitiram preservar a imagem do museu logo após o incêndio.
Ainda segundo Rocha, que é especialista em audiovisual, algumas câmeras que estavam em funcionamento registraram a fumaça, o que permitiu aos peritos identificarem parte do trajeto percorrido por ela dentro do prédio.
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