
09/04/2019
Se viajar pelo mundo ficou mais fácil e acessível com o advento da tecnologia, como mostrou a reportagem do G1 Desafio Natureza, os impactos negativos do turismo também aumentaram nos últimos anos. Em muitos lugares o esforço para atrair receitas com o mercado de viagens deu lugar a uma preocupação com os efeitos adversos da atividade.
Os prejuízos que o turismo predatório pode causar vão além dos danos ao meio ambiente. O Conselho Global pelo Turismo Sustentável (GSTC, na sigla em inglês) lista quatro pilares para o turismo consciente: redução de impactos socioeconômicos, culturais, ambientais e investimento em administração responsável. Segundo a organização, apesar dos impactos negativos, o turismo também pode ser um vetor de desenvolvimento.
“A questão central é como as práticas de lazer e turismo podem promover a inclusão social ao mesmo tempo em que contribuem para a conservação do ambiente”, explica Sidnei Raimundo, professor de turismo na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade da Universidade de São Paulo (USP).
Para isso, negócios locais precisam gerar receita e novos empregos ligados à atividade. O fluxo de turistas em locais de preservação ambiental também pode ajudar a criar consciência entre moradores, que passam a se esforçar mais para conservar a natureza que atrai visitantes. O turismo também pode propiciar mais investimentos estatais para projetos de conservação ambiental e aumentar a visibilidade das demandas dos moradores.
De acordo com Raimundo, o turismo pode constituir uma relação benéfica tanto para a comunidade visitada quanto para o viajante, mas, para isso, o turista também precisa fazer sua parte. Medidas e escolhas simples podem minimizar os impactos negativos das viagens em um destino.
Para a professora Clarissa Gagliardi, do departamento de turismo da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o comportamento dos visitantes pode ser tão relevante quanto a quantidade de turistas. “Um grupo pequeno com uma postura muito inadequada pode ter um impacto até maior em uma comunidade do que um grupo numeroso que se informou antes sobre o destino visitado e se porta da maneira correta”, explica.
Com a ajuda de especialistas, o G1 reuniu dicas para quem quer ser um turista mais responsável. Veja aqui
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