
25/04/2019
Na manhã do dia 9, uma terça-feira, poucas horas após o temporal que deixou um rastro de destruição no Rio de Janeiro, as imagens de bombeiros usando snorkel para procurar possíveis vítimas num carro submerso dentro do mergulhão da Avenida Armando Lombardi, na altura do Barra Point, chamado de Mergulhinho, causaram espanto a muitos cariocas. Mas não a moradores e frequentadores da Barra e dos bairros vizinhos. Este é apenas um dos pontos da região que alagam sempre que chove forte na cidade. A equipe do GLOBO-Barra percorreu alguns deles cerca de 48 horas depois da última inundação e constatou que os problemas são, principalmente, drenagem e manutenção insuficientes. Diante da situação recorrente, a população cria estratégias para tentar se proteger.
Os mergulhões da região costumam encher. O do Jardim Oceânico foi liberado ainda na terça-feira passada, mas, na quarta, o Mergulhão Billy Blanco, na altura da Cidade das Artes, no sentido Jacarepaguá, permanecia fechado, devido ao volume de água acumulado.
A interdição deste mergulhão no corredor Transcarioca é mais comum quando a chuva aperta do que os passageiros de ônibus gostariam. A cuidadora de idosos Simone Rosa, que pega dois ônibus para chegar ao trabalho, na Barra, já tem uma rota de fuga: quando chove muito, salta do primeiro antes do seu ponto habitual e atravessa a passarela para chegar ao Terminal Alvorada.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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