
11/06/2019
Um colosso nos confins da Rússia despertou de um sono de séculos. O vulcão Bolshaya Udina, que se acreditava extinto, entrou novamente em atividade.
Não se sabe quando foi a última vez que o Udina entrou em erupção, mas agora os especialistas temem que o vulcão possa produzir um evento "similar" ao que destruiu Pompeia e Herculano há quase 2.000 anos.
O Udina fica na península russa de Kamchatka, uma área com diversos cinturões de vulcões, localizada no extremo leste da Rússia. Tem o tamanho aproximado do Rio Grande do Sul e uma população de cerca de 300 mil pessoas.
Segundo uma investigação publicada no Journal of Volcanology and Geothermal Research, os primeiros sinais de atividade do vulcão foram detectados em 2017. Após diversos relatos, foi constatada uma atividade sísmica incomum sob a montanha.
Uma equipe de pesquisadores de Rússia, Arábia Saudita e Egito comeceu a monitorar a área e instalou quatro estações de medição.
De acordo com o estudo, entre outubro de 2017 e fevereiro deste ano, foram detectados mais de 2.400 eventos sísmicos. Já entre 1999 e 2017, o número registrado foi de 100.
"Essas atividades sísmicas podem indicar a presença de intrusões de magma com um alto teor de fluidos, o que pode explicar a mudança do estado atual deste vulcão de extinto a ativo", escreveram os investigadores.
Os especialistas também identificaram uma conexão do vulcão com a chamada zona de Talude, uma área que armazenaria grandes quantidades de magma na crosta inferior da Terra.
"Com os resultados deste estudo, chegamos à conclusão de que, durante 2018, a fonte de magma do Talude parecia ter construído outro caminho até o Bolshaya Udina", indica o estudo.
De acordo com os especialistas, não se sabe quando o vulcão entrará em erupção - nem mesmo se isso vai, de fato, ocorrer. Mas os dados compilados até agora indicam que, se a erupção acontecer, poderá ter consequências catastróficas.
Leia mais no G1
Vendaval turbinado que atingiu o Rio e São Paulo é a ´ponta do dedo do longo braço´ do El Niño; entenda
30/07/2026
VÍDEO: maior espécie de raia do mundo é registrada durante pesquisa com baleias no ES
30/07/2026
Sucuri-amarela infestada de carrapatos impressiona no Pantanal; biólogo explica
30/07/2026
Presença de golfinhos em Fernando de Noronha cai quase pela metade em dez anos
30/07/2026
El Niño: governo prevê gastar até R$ 1,3 bilhão para enfrentar secas, chuvas intensas e incêndios
30/07/2026
Mercúrio se acumula duas vezes mais rápido na Península Antártica, aponta estudo
30/07/2026
