
18/06/2019
Um cálculo do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) estima que a União pode deixar de arrecadar R$ 118 bilhões com a venda de terras públicas na Amazônia . A renúncia se deve à cobrança de valores inferiores à média de preços praticados pelo mercado na regularização de áreas ocupadas por posseiros.
A análise considera cerca de 20 milhões de hectares que o governo pretende destinar à regularização fundiária na região. São terras que não foram convertidas em unidades de conservação, terras indígenas ou assentamentos da reforma agrária — nem oficialmente transferidas à exploração privada. Segundo o estudo, o preço hoje pago ao governo federal por quem precisa regularizar áreas médias e grandes equivale a uma faixa de 25% a 33% do valor da área no mercado de terras.
De acordo com os pesquisadores, a diferença entre os preços de mercado e os cobrados pelo Incra, responsável pela regularização fundiária, tomou maiores proporções em 2017, quando a legislação passou a permitir que áreas ocupadas até dezembro de 2011 e com até 2.500 hectares pudessem ser tituladas. Até então, o prazo para regularização se restringia a ocupações de no máximo 1.000 hectares, até julho de 2008. Para quem ocupou até 2008, é possível ainda pagar de 10 a 50% de um valor mínimo tabelado pelo Incra.
— Isso cria um ciclo de estímulo a ocupações ilegais. O sinal é o de que dá para invadir e ser regularizado a preços irrisórios depois, e ainda lucrar com isso — afirma Brenda Brito, pesquisadora do Imazon. Ela explica ainda que a mudança na lei tem o impacto estimado de 1,6 milhão de hectares de incremento no desmatamento até 2027.
Fonte: O Globo
Vendaval turbinado que atingiu o Rio e São Paulo é a ´ponta do dedo do longo braço´ do El Niño; entenda
30/07/2026
VÍDEO: maior espécie de raia do mundo é registrada durante pesquisa com baleias no ES
30/07/2026
Sucuri-amarela infestada de carrapatos impressiona no Pantanal; biólogo explica
30/07/2026
Presença de golfinhos em Fernando de Noronha cai quase pela metade em dez anos
30/07/2026
El Niño: governo prevê gastar até R$ 1,3 bilhão para enfrentar secas, chuvas intensas e incêndios
30/07/2026
Mercúrio se acumula duas vezes mais rápido na Península Antártica, aponta estudo
30/07/2026
