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Fumaça de queimadas pode causar danos no DNA e morte das células dos pulmões, diz pesquisa

03/09/2019

A fumaça das queimadas impacta na saúde da população a ponto de causar danos no DNA e morte das células dos pulmões. A conclusão é de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicado na revista científica Nature, em 2017.
De acordo com a pesquisa, mais de 10 milhões de pessoas estão diretamente expostas a altos níveis de poluentes devido aos desmatamento e incêndios na Amazônia.
O estudo diz que a exposição das células pulmonares humanas a partículas menores que 10 µm (ou dez micrômetros, que equivale a 10 milionésimos de metro), que são emitidas durante as queimadas, aumentou significativamente o nível de espécies reativas de oxigênio, citocinas inflamatórias, autofagia e danos ao DNA.
Além disso, se a exposição for continuada, aumentam-se as chances de apoptose e necrose, ou seja, a morte das células.
"A fumaça é composta por hidrocarbonetos aromáticos que são cancerígenos, no entanto recentemente encontramos um poluente carcinogênico proveniente da queimada diferente dos hidrocarbonetos que conhecíamos, que é chamado de reteno", afirma Sandra.
Apesar do registro da presença da substância na fumaça, ainda não há nenhum caso confirmado de câncer associado ao reteno.
A pesquisa foi feita em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e as universidades federais do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte.
Em Lábrea, interior do Amazonas, as queimadas elevaram em 15% os custos da área da Saúde.
"Há um Impacto aí de em torno de 15% no aumento do custo da saúde nesse período do ´verão das queimadas´ [o verão amazônico vai de junho a agosto]. A gente tá fazendo um planejamento para aquisição de 250 mil reais a mais de medicamentos pra fazer o enfrentamento dessa problemática que tem transtornos direto e impacto na saúde da população Labrense", diz Dário Vicente da Silva, secretário de Saúde de Lábrea.
O estado do Amazonas já bateu o recorde de focos de incêndio neste mês de agosto, se comparado a toda a série histórica medida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde 1998. Foram 6.145 focos.

Saiba mais no G1

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