UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Em dez anos, energias renováveis quadruplicaram no mundo

10/09/2019

As energias renováveis viram sua capacidade de produção quadruplicar no mundo em dez anos, embora isso não tenha impedido o crescimento das emissões do setor energético - aponta um relatório divulgado nesta quinta-feira (5) antes da cúpula climática da Organização das Nações Unidas (ONU).
Investimentos em energia eólica, biomassa, hidrelétrica e, sobretudo, solar atingiram nesta década mais de 2,5 trilhões de dólares, impulsionados pela queda nos custos, informa este relatório anual produzido pela Escola de Finanças e Administração de Frankfurt e Bloomberg New Energy Finance (BNEF) com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
De acordo com seus cálculos, que não incluem barragens com mais de 50 MW, as energias renováveis agora representam uma capacidade de 1.650 gigawatts (em comparação com 414 GW em 2009) e geraram 12,9% da energia global em 2018.
A energia solar representa a maior parte dos 2.300 GW da capacidade total instalada ao longo da década, excedendo recursos fósseis, como carvão e gás.
O relatório distingue 30 países que investiram mais de US$ 1 bilhão em energias renováveis durante esse período - enquanto ainda utilizam, em sua maioria, energias fósseis.
O maior investidor é, de longe, a China, principal emissor mundial de dióxido de carbono (CO2), que gastou 760 bilhões em energia verde desde 2010.
Desde 2009, o custo da energia gerada pelas usinas fotovoltaicas caiu 81%, e o a energia eólica terrestre, 46%, um aumento espetacular da competitividade.
Para Françoise d´Estais, do PNUMA, "isso mostra que a transição do setor de energia está em andamento".
Mas "não é rápido o suficiente para permitir que o mundo cumpra suas metas climáticas e de aquecimento", acrescenta ela.
"No aquecimento, ou na refrigeração, a transição ainda não existe. E os subsídios (aos combustíveis fósseis) ainda representam o dobro do apoio a fontes renováveis", completou.
"Quando estou de dieta, não conto apenas a salada, mas também os bolos de chocolate! Aqui é uma questão de tentar substituir os combustíveis fósseis, e isso é um desafio", diz à AFP Ulf Moslener, pesquisador da Frankfurt School.

Saiba mais no G1

Novidades

Vendaval turbinado que atingiu o Rio e São Paulo é a ´ponta do dedo do longo braço´ do El Niño; entenda

30/07/2026

Os fortes ventos que atingiram os estados de São Paulo e Rio de Janeiro eram a vanguarda de um siste...

VÍDEO: maior espécie de raia do mundo é registrada durante pesquisa com baleias no ES

30/07/2026

A maior espécie de raia do mundo foi registrada durante uma expedição científica realizada em alto-m...

Sucuri-amarela infestada de carrapatos impressiona no Pantanal; biólogo explica

30/07/2026

Uma sucuri-amarela, cobra símbolo do Pantanal de Mato Grosso do Sul, chamou a atenção de internautas...

Presença de golfinhos em Fernando de Noronha cai quase pela metade em dez anos

30/07/2026

Um dos símbolos de Fernando de Noronha, o golfinho-rotador frequentou bem menos o arquipélago no ano...

El Niño: governo prevê gastar até R$ 1,3 bilhão para enfrentar secas, chuvas intensas e incêndios

30/07/2026

O governo informou nesta quarta-feira (29) que prevê investir até R$ 1,3 bilhão em ações para enfren...

Mercúrio se acumula duas vezes mais rápido na Península Antártica, aponta estudo

30/07/2026

Mesmo distante dos grandes centros urbanos e industriais, a Península Antártica está acumulando merc...