
24/10/2019
O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, disse nesta terça-feira (22), em audiência na Câmara, que ainda não se sabe se o aparecimento de óleo no litoral do Nordeste está em fase "ascendente ou descendente". Segundo ele, não dá para dizer se o surgimento das manchas está mais perto do começo ou do fim.
De acordo com Bim, o governo e os órgãos de meio ambiente buscam mapear de onde o óleo saiu para poder planejar a contenção das manchas. O produto tem surgido em praias dos nove estados do Nordeste desde o fim de agosto.
"É importante saber de onde ele [óleo] saiu e para onde ele foi. Identificar a origem dessa fonte de óleo é fundamental para o trabalho de emergência, porque não sabemos se estamos numa ascendente ou descendente no aparecimento óleo", disse.
Para Bim, afirmações de que o surgimento do óleo está em fase final ou em fase inicial não têm fundamento técnico.
Também na audiência da Câmara, o contra-almirante da Marinha Alexandre Rabello disse que a corporação trabalha com várias hipóteses sobre o óleo derramado. As autoridades ainda não sabem a causa do aparecimento das manchas.
"As hipóteses mais prováveis são: manobra de transferência de óleo no mar, que chamamos ´ship to ship´, um afundamento de navio não notificado e o derramamento de óleo no mar, seja acidental ou não", afirmou.
Questionado sobre eventuais danos que o óleo nas praias pode causar para a saúde, Bim disse que não há dados sobre riscos para banhistas.
"A gente não tem nenhum dado ainda a respeito de uma possível contaminação da água para o banhista. Porque o óleo normal é mais líquido, esse petróleo parece uma gosma, um chiclete, um piche, não é bem um piche, mas parece um piche. Teoricamente, a retirada do petróleo ali já resolve o problema, mas a gente não tem nenhum dado em relação a isso ainda, com precisão, em relação a um possível prejuízo a saúde humana", disse o presidente do Ibama.
Bim disse ainda que a orientação dos órgãos governamentais é fazer o monitoramento e remoção o mais rápido possível das manchas. Bim agradeceu os voluntários que estão fazendo mutirões para limpar óleo de praias e ressaltou algumas recomendações para manuseio.
"A gente tem identificado como método efetivo para tratar da dispersão desse óleo é o monitoramento e recolhimento o mais rápido possível. É preciso lembrar que o óleo é um produto tóxico. Não se manuseia o óleo de maneira direta, tem que ser usadas luvas e botas de proteção caso tenha contato no nível do solo", disse.
Fonte: G1
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