UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
O que faz do Rio Grande do Sul o ´paraíso´ das borboletas no Brasil

10/12/2019

Há 40 anos, a bióloga Helena Piccoli Romanowski, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), se dedica a estudar as borboletas do Sul do Brasil.
Começou em 1979, ainda estudante, e a partir de 1991, como pesquisadora e professora de sua instituição. Seu trabalho durante este tempo todo - que ainda continua - alargou o conhecimento que se tinha da biologia e ecologia desses insetos alados e coloridos.
Contribuiu para dobrar o número de espécies registradas no pampa (que eram conhecidas pela ciência, mas não se sabia que viviam na região), passando de 400 para 800, que é mais ou menos o mesmo da América do Norte e mais do que toda a Europa, que tem cerca de 500. Estima-se que existam ainda outras 200.
As borboletas, afirma, são um dos grupos animais mais estudados e, dado seu apelo estético, são também excelente ferramenta para educação ambiental.
"O Laboratório de Ecologia de Insetos, da UFRGS, do qual sou chefe, vem realizando amplo levantamento da biodiversidade de borboletas do Sul da Mata Atlântica e do Pampa desde 1993."
"Integrando trabalho de campo, atividades de laboratório e simulações matemáticas, nosso grupo de pesquisa explora informações ecológicas provenientes dos padrões de biodiversidade para conectar a história natural e a macroecologia delas."
As espécies são inventariadas em diferentes ambientes destes biomas do Brasil meridional, dando prioridade a unidades de Conservação e áreas com ausência de informação.
As borboletas são avaliadas por área, tipo de habitat e variáveis ambientais. "Composição, riqueza, estrutura, dinâmica e - mais recentemente - também genética das populações e comunidades delas são analisadas comparativamente", explica Helena.
"O objetivo é verificar padrões de ocorrência e distribuição, interações entre espécies, associações com as diferentes formações de vegetação nativa, ecorregiões de origem, status de conservação, influência de variáveis ambientais (altitude, clima, interferência humana) e inferir processos e mecanismos geradores de diversidade."
Os resultados do levantamento surpreenderam pelo número de espécies existente na região.

Leia mais no G1

Novidades

Vendaval turbinado que atingiu o Rio e São Paulo é a ´ponta do dedo do longo braço´ do El Niño; entenda

30/07/2026

Os fortes ventos que atingiram os estados de São Paulo e Rio de Janeiro eram a vanguarda de um siste...

VÍDEO: maior espécie de raia do mundo é registrada durante pesquisa com baleias no ES

30/07/2026

A maior espécie de raia do mundo foi registrada durante uma expedição científica realizada em alto-m...

Sucuri-amarela infestada de carrapatos impressiona no Pantanal; biólogo explica

30/07/2026

Uma sucuri-amarela, cobra símbolo do Pantanal de Mato Grosso do Sul, chamou a atenção de internautas...

Presença de golfinhos em Fernando de Noronha cai quase pela metade em dez anos

30/07/2026

Um dos símbolos de Fernando de Noronha, o golfinho-rotador frequentou bem menos o arquipélago no ano...

El Niño: governo prevê gastar até R$ 1,3 bilhão para enfrentar secas, chuvas intensas e incêndios

30/07/2026

O governo informou nesta quarta-feira (29) que prevê investir até R$ 1,3 bilhão em ações para enfren...

Mercúrio se acumula duas vezes mais rápido na Península Antártica, aponta estudo

30/07/2026

Mesmo distante dos grandes centros urbanos e industriais, a Península Antártica está acumulando merc...