
12/12/2019
As Cataratas de Victoria são consideradas uma das maiores maravilhas naturais do mundo.
A cortina de água, localizada na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbábue, tem 1.708 metros de largura e altura que varia entre 90 e 107 metros. Os nativos da região a batizaram como "Mosi-oa-Tunya" ("a fumaça que troveja").
Cerca de 935 metros cúbicos de água caem na cascata por segundo - ou melhor, caíam, porque as Cataratas Victoria sofrem uma das piores secas nas últimas décadas.
Como consequência, a poderosa queda d´água tornou-se em alguns pontos um simples gotejamento.
Embora seja normal que o fluxo diminua significativamente durante a estação seca, o declínio registrado este ano é considerado "sem precedentes" pelas autoridades locais.
"Nos anos anteriores, quando a seca chegava, não acontecia isso. É a primeira vez que a vemos assim", disse à Reuters Dominic Nyambe, artesão que trabalha em Livingstone, uma cidade próxima às cataratas, localizada ao lado da fronteira, na Zâmbia.
"Isso nos afeta, porque os clientes podem ver na internet (que as quedas estão secas) e não recebemos tantos turistas", acrescenta.
Os efeitos da seca estão sendo sentidos em toda a África do Sul, afetando as plantações e deixando 45 milhões de pessoas precisando de ajuda alimentar.
Além disso, tanto a Zâmbia e o Zimbábue sofrem com cortes de energia, uma vez que grande parte de seu fornecimento vem de usinas hidrelétricas localizadas na barragem de Kariba, localizada no rio Zambeze, logo antes das quedas.
De fato, há partes deste monumento natural nas quais a água não é mais vista, apenas a pedra seca, enquanto em outras há um fluxo bastante baixo.
A matéria completa pode ser lida no G1aqui
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