
14/01/2020
Nos últimos dias, a população da cidade do Rio de Janeiro tem relatado episódios de diarreia e náusea, entre outros sintomas, supostamente causados por contaminação pela água distribuída pela Cedae. “Acredite na sua percepção. Coloque a água em um copo transparente e observe. Se ela possuir cor ou odor estranhos, não beba. Essa água não é potável”, recomenda o professor Gandhi Giordano, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Faculdade de Engenharia da UERJ, pesquisador sobre controle da poluição e tratamento da água.
Muitos moradores da Zona Norte e da Zona Oeste alegam que a água tem apresentado cor amarronzada, odor forte e sabor de terra. Segundo nota da Cedae, foi identificada a presença da substância Geosmina, produzida por algas. De acordo com a companhia, tal substância não apresenta risco à saúde e pode ser consumida pela população. Porém, os cariocas continuam se perguntando sobre o que fazer para não correr riscos. “Se você tem condições de comprar água mineral, dê preferência apenas ao seu consumo até que a situação ser normalizada”, orienta Gandhi Giordani.
O especialista também aconselha a realizar limpeza constante nos reservatórios de água e nos filtros, com a troca de velas de carvão, para evitar contaminação por micro-organismos. “Higiene é fundamental. Nosso saneamento básico é deficiente. Trata-se também de uma questão de educação e participação das pessoas”, diz Giordano.
Em viagens ou lugares desconhecidos, a recomendação é confiar somente na água industrializada.
A matéria pode ser lida no Portal Uerj
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