
11/02/2020
Não há quem não se encante com a beleza das auroras boreais, um fenômeno da natureza que acontece em regiões próximas aos polos terrestres. Presenciar essa "dança das luzes" foi o que levou o estudante de 18 anos Filippo Dias a decidir que iria se tornar um "´caçador" de aurora boreal.
O registro mais recente foi feito na última quinta-feira (6). O jovem conta que o momento de "explosão" durou cerca de um minuto. "Estava dançando muito e mudando de cor. Muito lindo", diz.
Desde 2018, o jovem, que é de Sorocaba (SP), vive na Finlândia. Após ter presenciado o fenômeno, Filippo começou a estudar as condições de formação das auroras para que pudesse encontrá-las mais vezes.
"Quando vi a primeira, foi como algo viciante. Então, sempre quero ver mais e mais, tirar fotos diferentes, em locais diferentes, e também cada aurora é única", conta.
Depois de dois anos registrando o fenômeno, Filippo aperfeiçoou seus conhecimentos e agora já consegue encontrá-las mais facilmente. No entanto, a jornada até as "luzes do Norte" nem sempre é fácil.
"Durante o tempo em que eu estive aqui, fui conhecendo locais que são mais favoráveis para a observação. Geralmente, dirigimos por volta de 40 minutos para longe da cidade. Alguns locais são de fácil acesso, mas, se quero uma foto única com um local diferente, o caminho pode ter caminhadas em neve profunda e até temperaturas de -30ºC", explica o jovem.
O processo e a caminhada até as luzes são documentados no Instagram do rapaz. Lá, ele compartilha as fotos e também a experiência de presenciar o fenômeno de perto.
Filippo contou ao G1 que, apesar de gostar de fotografar as auroras, não há nada que se compare a vivenciar o momento pessoalmente.
"Quando ela está no seu momento de explosão, que é quando fica mais forte, é possível vê-la dançar. As luzes se mexem e mudam de cor. É lindo! Meu sonho era poder presenciar isso pessoalmente", explica.
Resultado da interação de partículas de vento solar com a atmosfera da Terra, as auroras podem ser divididas em dois tipos.
A aurora "boreal" pode ser vista apenas na região do Círculo Polar Ártico na Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Rússia, parte da América do Norte e na Escócia.
No lado oposto do planeta, a aurora é "austral". Ela pode ser vista na Antártida e, mais raramente, no extremo sul do Chile, Nova Zelândia e Austrália.
Fonte: G1
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