
11/02/2020
A equipe de monitoramento da onça-pintada, que foi capturada no Jardim Botânico, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), está sem receber informações ou sinais do colar colocado no felino.
O animal foi resgatado no dia 13 de maio de 2019 e levado para uma área de Mata Atlântica, que não teve a localização divulgada. O primeiro registro da onça foi feito por um vigilante do Jardim Botânico, no dia 25 de abril do ano passado.
De acordo com a UFJF, profissionais buscam sinais do colar, que parou de transmitir o posicionamento do felino na nova área floresta. Após a captura da onça, o equipamento foi colocado para monitorar os passos do animal.
Conforme a equipe, é usual relatos de falhas na transmissão, uma vez que há barreiras naturais, exposição ao sol e interação com água e entre os próprios felinos. Segundo a UFJF, quando os dados forem recuperados, serão divulgadas novas informações.
Foram quase 20 dias à procura da onça. Na ocasião, foram instaladas quatro armadilhas de caixa em pontos internos e externos do Jardim Botânico, mas somente no dia 13 de maio, ela foi capturada em um local de cerca de dois metros de profundidade.
O animal foi atraído até o fundo da caixa para pegar uma isca. Isso acionou um gatilho que soltou a porta de entrada e trancou o felino.
Além destas armadilhas, outras seis de laço foram espalhadas em trechos por onde o monitoramento indicou que o animal tem o costume de passar na área da Mata do Krambeck.
Uma comissão tinha sido organizada para fazer as buscas ao animal. Com acompanhamento e atuação técnica do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio), a comissão era composta por sete instituições: Campo de Instruções do Exército Brasileiro em Juiz de Fora, Corpo de Bombeiros, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Estadual de Florestas (IEF/Cetas), Polícia Militar (incluindo a Polícia de Meio Ambiente), Prefeitura de Juiz de Fora e UFJF.
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