
16/06/2020
O sistema de monitoramento da Amazônia feito pelo instituto de pesquisa Imazon, divulgado nesta terça-feira (16), aponta um aumento na área sob alerta de desmatamento de 54% nos últimos dez meses, se comparado ao mesmo período anterior – a análise de dados do governo, divulgada pelo G1 na sexta-feira (12), aponta aumento de 78% no mesmo período. A diferença se deve à metodologia.
A análise leva em conta os alertas para os meses de agosto a maio. A taxa oficial de desmatamento da Amazônia é medida de agosto a julho.
A dois meses do fim do período de observação, o Imazon registra 4.567 km² sob alerta. No período anterior, eram 2.966 km².
"Estamos em uma tendência de alta e devemos fechar mês de julho com desmatamento superior a 10 mil km² quando os dados oficiais forem divulgados", afirma Carlos Souza Júnior, pesquisador do Imazon.
A tendência preocupa, já que o período anterior teve recorde com 10 mil km² de desmatamento.
A floresta amazônica abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins.
Entre estes estados, o Imazon destaca que o desmatamento segue em alta no Pará, o estado que tem mais registros de alertas. Segundo o instituto, o Pará concentra 40% de todo os alertas do período.
O instituto afirma que, entre os municípios, Altamira é a cidade com maior área sob alerta: 97 km². Outros municípios como São Félix do Xingu (PA), Lábrea (AM), Apuí (AM), Novo Progresso (PA) e Porto Velho (RO).
Quer saber qual a metodologia usada? Acesse o G1
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