UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Painel do Rio Doce alerta para um aumento de até 3,6°C em 60 anos na região afetada pela tragédia de Mariana

23/07/2020

Um estudo divulgado na terça-feira (21) pelo Painel do Rio Doce, coordenado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), alerta para mudanças climáticas severas na Bacia do Rio Doce, área que compreende os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Uma delas é a previsão de aumento de temperatura de 3ºC a 3,6ºC, até 2080.
A previsão é que o período de estiagem se prolongue e as inundações se tornem cada vez mais intensas. A região, que já sofria com a devastação das matas ciliares e do assoreamento do Rio Doce, se tornou mais vulnerável após ser castigada pelo “mar de rejeitos” provocado pelo rompimento da Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em 2015.
Criada para reparar os danos causados pela tragédia, a Fundação Renova desenvolve 42 programas ambientais e socioeconômicos que fazem parte do Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado pelo Ministério Público, União e governos de Minas Gerais e Espírito Santo. Mas o relatório aponta que 23 podem estar direta ou indiretamente ameaçados pelas mudanças climáticas.
Alguns deles tratam da retomada de atividades agrícolas e pesqueiras, da recuperação de nascentes e áreas de preservação permanente, além da conservação da biodiversidade.
“Nós estamos sugerindo uma série de ações que devem ser feitas logo para que a recuperação não seja afetada. Daí a necessidade de que a Renova e governos se envolvam nesse processo que deve acontecer debaixo para cima, com a participação efetiva dos atingidos”, disse o autor principal do estudo, Peter May.
Para a especialista em mudanças climáticas e membro do Painel do Rio Doce, Christianne Maroun, a maior urgência é o desenvolvimento de um plano de ação climática.
“A nossa recomendação é que representantes dos governos, do Ministério Público, do Comitê da Bacia do Rio Doce e dos atingidos levem as mudanças climáticas em consideração e passem a avaliar medidas que podem ser muito positivas para a região como iniciativas de baixo carbono e a adoção de soluções baseadas na natureza que permitem uma maior resiliência na recuperação’, disse ela.
O estudo propõe ainda adoção de alternativas tecnológicas de restauração e ações preparatórias para adaptação à mudança climática.
Os temporais observados em fevereiro de 2020 no Vale do rio Doce, em Minas Gerais, já seriam sinais claros que as alterações estão acontecendo. Para o Espírito Santo, a previsão é de redução das chuvas, aumento da temperatura em até 2,1ºC até 2050 e elevação do nível do mar.
A Fundação Renova afirmou que "o Painel Independente de Assessoramento Científico e Técnico (ISTAP, na sigla em inglês) faz parte de uma parceria entre a entidade e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), firmada em virtude da complexidade, escala e ineditismo do rompimento da barragem de Fundão. Coordenado pela IUCN, o Painel tem caráter técnico, independente e multidisciplinar, e reúne recomendações em diferentes níveis".
"A parceria entre a Fundação Renova e a IUCN faz parte do envolvimento de mais de 25 universidades, ONGs e outras instituições na reparação dos danos do rompimento da barragem", disse a Renova.

Fonte: G1

Novidades

Onças, gatos-do-mato e até filhotes roubam a cena em monitoramento no Parque Nacional de Itatiaia; vídeo

28/07/2026

O Parque Nacional do Itatiaia virou cenário de uma série de flagrantes da vida selvagem. Entre fever...

Fazendeiro é condenado a recuperar área desmatada e pagar R$ 11,9 mil por danos ambientais em MG

28/07/2026

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação de um fazendeiro de Nepomuceno (MG...

Protect Paradise já reciclou 7,5 toneladas de plástico em Noronha

28/07/2026

O Projeto Protect Paradise, iniciativa da Green Mining que atua na redução do impacto ambiental do p...

Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia tiveram desmatamento zero

28/07/2026

Neste mês, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou a maior queda nos alertas de ...

Número de espécies exóticas de moluscos no Brasil aumenta 215% em 15 anos

28/07/2026

O número de espécies exóticas (não nativas) de moluscos encontradas no Brasil aumentou de 26 para 82...