
01/02/2022
Gilciney Gomes, 61, vive da pesca na baía de Guanabara há 40 anos. A poluição fez praticamente sumir de suas redes peixes como linguado, piraúna, espada e outros de maior valor. Restaram-lhe principalmente a corvinota e tainha, que não lhe garantiam o sustento.
Há dez anos, ele passou a se dedicar à pesca de caranguejo, que ainda resiste nos manguezais de rios poluídos de Duque de Caxias. Nos períodos de defeso, no qual a prática é proibida para garantir a reprodução dos animais, Gilciney cata lixo do rio para revenda em centros de reciclagem. Mas até nisso a poluição lhe atrapalha.
"Alguns compram [o material reciclável], mas outros não, porque falam que é material sujo demais. Eles perguntam: ‘É PET do valão?’. O rio Sarapuí hoje é um valão. Precisamos lavar bem lavadinho para vender um pouco mais caro. Mas não dá para lavar direito 30, 40 kg de plástico. A gente acaba vendendo mais barato para alguns que aceitam comprar [sujo]", diz Gilciney.
Os pescadores são o elo mais frágil de um prejuízo econômico calculado em bilhões de reais para o estado causado pela poluição da baía de Guanabara.
Estudo do economista Riley Rodrigues, assessor especial da Casa Civil estadual, aponta o potencial de R$ 25,4 bilhões para o estado em 30 anos.
Rodrigues aponta que entre 2002 e 2013 houve uma redução de 68% no volume pescado na baía.
A matéria na íntegra pode ser lida na Folha de S. Paulo
Escócia apresenta plano para zerar emissões até 2045
27/10/2026
Sede da COP31, Turquia se tornou destino do lixo plástico da Europa
27/10/2026
Google vai pagar a quem usar menos energia elétrica para aproveitar as sobras em seus data centers
27/10/2026
Incêndios na Indonésia ameaçam pinturas rupestres mais antigas do mundo
27/10/2026
Calor causou mais de 50 mil mortes na Europa em 2026, estima estudo
27/10/2026
El Niño provoca enchentes e desaloja 2.000 no nordeste da Argentina
27/10/2026
