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Mortandade de peixes na Lagoa de Piratininga é alvo de ação da Comissão de Meio Ambiente

25/10/2022

O movimento SOS Lagoa de Piratininga divulgou imagens de uma mortandade de peixes preocupante na Lagoa de Piratininga, na Região Oceânica. O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (18) e ambientalistas comentam o caso e denunciam aos órgãos competentes.
Segundo a instituição a imagem reflete um ‘dia triste para os pescadores da lagoa que amanheceu com leve mortandade de peixes. Em função dos ventos há uma concentração na antiga área do Iate Clube Canal de Itaipu e Túnel do Tibau, ambos funcionando de maneira parcial, assim como o Canal Camboatá’.
A Comissão do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade da Câmara dos Vereadores de Niterói esteve, na segunda-feira (18) para fiscalizar a mortandade. “[Ontem] fizemos uma reunião da Comissão de Meio Ambiente com a presença do Promotor de Justiça da tutela ambiental de Niterói. Convidamos secretário de obras, Emusa, Águas de Niterói, Secretário de Meio Ambiente, gestor de orla, ninguém deles veio, apenas o INEA do Poder Público e o Comitê da Lagoa de Itaipu e Piratininga. Fica difícil dialogar para entender o planejamento da Prefeitura se não respondem ofícios e não comparecem aos debates. Assim sendo, levaremos ao promotor nossa representação e estamos concebendo uma ação judicial específica sobre o esgoto da cidade”, explicou o vice presidente Daniel Marques.
A Prefeitura de Niterói e o Inea foram questionados sobre esse assunto, mas ainda não se manifestaram.
A Lagoa de Piratininga é alimentada pela água que vem do mar através do Túnel do Tibau. Mas essa renovação hídrica está deficiente desde os anos 2000. Em 2007 o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) fez uma obra no local. Em 2019 parte do Túnel do Tibau desmoronou. Em 2020 foram retirados 200 metros cúbicos de rochas desse local, o que melhorou um pouco a entrada de água, mas longe de ser o necessário para essa troca de água e entrada de peixes. A Prefeitura de Niterói assumiu a gestão do ambiente e vai custear o projeto, de R$ 1,3 milhão, que tinha duração de 6 meses para ser concluído, mas a população aguarda anos pela intervenção.

Fonte: Errejota Notícias

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