
28/02/2023
Com 45 trilhas e dez Unidades de Conservação (UC), além de uma em fase de criação, a cidade de Niterói é reconhecida pelas paisagens naturais e suas opções de lazer. Para explorar essas potencialidades, a Secretaria municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS) está elaborando o Passaporte das Unidades de Conservação de Niterói, documento que reunirá carimbos para o visitante colecionar suas experiências em forma física.
Niterói tem mais de 50% do seu território com áreas naturais protegidas, e o documento tem o objetivo de divulgar o ecoturismo. Além disso, segundo a prefeitura, visa a estimular o uso consciente desses espaços naturais, incentivar pesquisas científicas e promover o desenvolvimento sustentável.
De acordo com a secretaria, o passaporte, que deve ser lançado ainda neste semestre, é uma ferramenta interativa e didática de conscientização, com foco em expor a importância das unidades de conservação para a proteção da biogeodiversidade e da qualidade de vida. Os visitantes poderão conhecer belas paisagens inseridas no meio urbano e carimbar nele memórias e experiências vividas nesses locais.
A engenheira florestal Maria Carolina Campos explica que o passaporte busca aproximar a população de áreas pouco conhecidas.
— Ele apresenta informações importantes como o histórico e a data de criação, a categoria, a importância ecológica e as atividades de uso público referentes a cada unidade. Apesar de a visitação nas áreas protegidas ser incentivada, é importante destacar alguns cuidados a serem tomados. Não alimentar a fauna silvestre, descartar o lixo no local correto e não caminhar fora das trilhas são alguns deles — exemplifica.
O trilheiro Leandro do Carmo, de 43 anos, aprovou a novidade e pretende ganhar muitas carimbadas quando o passaporte estiver disponível.
— Achei bacana a iniciativa, pois o passaporte pode gerar mais visitação em unidades que ainda não são tão conhecidas como outras. A visitação em si pode ser benéfica de uma maneira geral para as unidades. Isso pode inibir que os frequentadores cometam crimes ambientais, como caça e retirada de plantas — diz.
Carmo também fez parte da produção do Guia de Trilhas de Niterói e Maricá. Ele afirma que, quando se estimula a população, automaticamente isso faz com que o poder público cuide mais das áreas.
— Se por um lado ele incentiva a visitação, ele tem que entregar um lugar onde as pessoas tenham prazer de estar. Esse passaporte pode trazer um sentimento de pertencimento para as pessoas. Tudo que se faz para divulgar e consolidar esses espaços é bom — completa o morador do Cubango.
As unidades são protegidas por lei com o objetivo de conservação do espaço natural. Segundo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei Federal nº 9.985/2000), esses espaços são considerados de proteção integral.
As Unidades de Conservação da cidade são: Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit), Parque Natural Municipal da Água Escondida, Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), Parque das Águas de Niterói, Reserva Extrativista (Resex) Marinha de Itaipu, Parque Municipal Floresta do Baldeador, APA das Lagunas e Floresta, APA do Gragoatá, APA do Morro do Morcego e Reserva Ecológica Darcy Ribeiro.
Fonte: O Globo
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