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Antártida teve degelo recorde em fevereiro, alerta observatório europeu

09/03/2023

O gelo marinho na Antártida registrou queda recorde em fevereiro pelo segundo ano consecutivo, afirmou o observatório europeu do clima Copernicus.
A área de gelo do oceano ao redor do continente antártico tinha superfície de 2,09 milhões de quilômetros quadrados em 16 de fevereiro, o menor nível desde o início da medição em 1978, disse o observatório Copernicus à agência AFP.
Outro indicador importante, a "extensão diária do gelo" na Antártida, "também atingiu um mínimo histórico, superando o recorde anterior de fevereiro de 2022", informou o serviço de monitoramento.
O Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve (NSIDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos já havia alertado no mês passado para a redução da massa de gelo, mas anunciou uma superfície menor, de 1,79 milhão de km2.
O serviço Copernicus atribuiu a divergência de dados a "algoritmos diferentes" de medição da área.
De acordo com os dados do Copernicus, a área de gelo marinho antártico em fevereiro deste ano ficou 34% abaixo da média, batendo assim o recorde mensal de fevereiro de 2017.
Este é o oitavo ano consecutivo em que acontece o fenômeno de avanço do degelo, superando a média histórica registrada.
A extensão do gelo sobre o oceano do polo sul diminui e é recomposta ciclicamente a cada ano, com variações a cada estação, mas a redução detectada pelos serviços de monitoramento europeus e americanos se tornou mais intensa.
A redução do gelo marinho representa um aumento do nível do mar, porque é água salgada que simplesmente estava congelada.
Mas, ao descongelar, esta barreira revela a grande massa continental congelada, que sofre os efeitos do oceano. Este gelo é de água doce e, em caso de descongelamento, poderia causar uma catástrofe.
O gelo marinho tem outro papel importante, o denominado efeito albedo, a quantidade de radiação solar que uma determinada superfície reflete de volta para a atmosfera. À medida que derrete, ele é substituído pela massa escura do oceano, que absorve mais luz, o que contribui para as mudanças climáticas.

Fonte: Folha de S. Paulo

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