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Duas novas árvores frutíferas são descobertas na Mata Atlântica

13/04/2023


A Mata Atlântica está entre as principais reservas mundiais de biodiversidade. Além de espécies únicas da fauna, o bioma possui frutas ricas em nutrientes e sabores pouco conhecidas. Em fevereiro deste ano, a Mata Atlântica ainda ganhou mais duas novas espécies: a uvaia-pitanga (Eugenia delicata) e a cereja-amarela-de-niterói (Eugenia superba).
“As espécies inéditas contam com árvores altas, de 12 a 15 metros de altura. A Eugenia delicata tem troncos com casca espessa e marrom-acinzentada, com folhas pequenas e delicadas. Já a Eugenia superba apresenta troncos descamantes, que soltam placas finas que esfarelam ao tato, o que faz com que sua aparência chame atenção na mata. Ambas as espécies recém-descobertas produzem flores ornamentais e frutos comestíveis tanto para nós, quanto para a fauna local”, explica, em nota, o Inea (Instituto Estadual do Ambiente).
Os exemplares foram encontrados no Parque Estadual da Serra da Tiririca, nos municípios de Niterói e Maricá, no Rio de Janeiro. A área é uma unidade de conservação administrada pelo Inea.
“As descobertas mostram a importância das unidades de conservação estaduais que protegem as florestas urbanas do Rio de Janeiro. São matas riquíssimas que certamente abrigam muitas outras espécies ainda não descobertas pela ciência”, afirmou o pesquisador do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Thiago Fernandes.
Criado em 1991, o Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset) é a primeira unidade de conservação do Estado do Rio de Janeiro e possui cerca de 3.500 hectares.
Descoberta por sete cientistas do Jardim do Botânico do Rio de Janeiro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRRJ) e da Universidade Federal do Ceará (UFCE), a pesquisa já é acompanhada de um alerta: ambas espécies estão ameaçadas de extinção.
A uvaia-pitanga tem cerca de seis exemplares espalhados pelo parque, enquanto a cereja-amarela-de-niterói conta com apenas três. Os pesquisadores esperam que as árvores sejam usadas para fins ornamentais e frutíferas para garantir sua conservação fora do ambiente natural.
Apesar do anúncio recente da descoberta, as espécies tiveram exemplares coletados no parque durante um inventário florístico em 2008. Porém, somente em 2022, os pesquisadores identificaram que não se tratava de uma árvore já registrada e, em fevereiro deste ano, a descoberta no território fluminense foi oficializada em um artigo científico.
O trabalho dos pesquisadores foi publicado na edição de fevereiro do Kew Bulletin, periódico oficial do Royal Botanic Gardens, do Reino Unido.

Fonte: CicloVivo

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