
02/05/2023
A Marinha do Brasil atualizou a lista de nomes em tupi-guarani designados para os próximos 32 ciclones tropicais e subtropicais que se formarão na costa do Brasil.
Pelos registros modernos, o único ciclone tropical (ou furacão, como são chamados) que atingiu o Brasil foi o Catarina, em 2004. Com ventos de mais de 180km/h, ele deixou mais de 27,5 mil desalojados, quase 36 mil casas danificadas, 518 feridos e 11 mortos.
Como não existiam regras de nomeação à época, após a ocorrência do Catarina, a Marinha decidiu fazer um monitoramento desses sistemas e criar uma lista de nomes tanto para ciclones tropicais como subtropicais.
Por isso, quem faz o trabalho de nomeação desses fenômenos no país é a Diretoria de Hidrogafia da Marinha, que agora atualizou a lista dos novos nomes.
A nova nomenclatura passou a entrar em vigor desde o dia 1º de março de 2023.
Segundo a Marinha, a escolha dos nomes na língua tupi foi decidida juntamente com o Inmet, a Força Aérea e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do INPE.
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a prática de nomear esses eventos é importante porque promove uma rápida identificação dessas tempestades em mensagens de alerta: são nomes mais fáceis de lembrar do que números e termos técnicos.
A OMM mantém uma lista rotativa de nomes apropriada para cada região do globo que é submetida pelos serviços meteorológicos nacionais de seus países membros.
Cada região do planeta tem uma regra e se um ciclone for particularmente mortal ou importante, seu nome será retirado e substituído por outro. O nome Ida, por exemplo, dado ao ciclone que devastou o nordeste dos Estados Unidos em 2021, foi "aposentado" pela organização no último mês de abril.
Veja a listagem dos nomes acessando o g1
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