
16/05/2023
Cientistas na Austrália anunciaram recentemente a descoberta de uma nova espécie de tubarão-fantasma, um tipo de peixe que costuma habitar as profundezas dos nossos oceanos e é raramente visto.
Segundo os pesquisadores, a nova espécie, apelidada de Apristurus ovicorrugatus, só foi descoberta depois de uma análise minuciosa de duas coleções de seus ovos, uma investigação que durou mais de uma década (entenda abaixo).
Como embriões de tubarões fantasmas se desenvolvem em cápsulas de ovos no fundo do mar, os cientistas tiveram que analisar primeiramente um espécime que foi encontrado em 2011 dentro de um tubarão fêmea, que tinha olhos brancos e brilhantes, muito incomuns para esse tipo de peixe.
"Normalmente, eles são sempre muito escuros - verdes escuros ou apenas olhos pretos", disse o ictiologista Will White, principal autor do estudo que descreve o tubarão, em entrevista ao serviço público de notícias da Austrália, ABC News.
Ainda segundo ele, até então, somente outra espécie tinha um padrão do tipo, mas essa tinha um formato de cápsula diferente, sem as cristas longitudinais em forma de T nas superfícies dorsal e ventral, algo característico do ovicorrugatus.
Por isso, inicialmente, desde aquela época os cientistas acreditavam que as amostram eram mesmo de uma nova espécie, mas como os pesquisadores não conseguiram obter material genético da coleção original, o artigo não foi aceito. Foi por isso que o novo tubarãozinho passou tão despercebido durante esse tempo todo.
Mas no ano passado tudo mudou. Uma nova coleção com ovos do tipo foi encontrada e os cientistas conseguiram então não apenas confirmar o padrão das cápsulas dos ovos como encontrar um embrião com material genético para realizar a comprovação.
"Foi a última peça do quebra-cabeça", afirmou Helen O´Neill, uma das coautoras do artigo.
Agora os cientistas estão ainda mais esperançosos e querem focar em novas descobertas na costa australiana.
"Sabemos muito pouco sobre a fauna de águas profundas na Austrália", acrescentou White “À medida que mais pesquisas em águas profundas continuarem, acho que descobriremos mais registros de espécies – ainda há muito por vir”.
Fonte: g1
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